Iranian Foreign Ministry/ZUMA Pr / DPA - Arquivo
Teerã afirma que a decisão do Knesset faz parte da "política declarada do regime sionista de repetir a ilusão da Grande Israel".
MADRID, 24 out. (EUROPA PRESS) -
O governo iraniano condenou "veementemente" a aprovação em primeira leitura no Parlamento israelense de um projeto de lei para anexar a Cisjordânia e advertiu contra "a continuação do expansionismo colonial do regime sionista", que também é "uma clara violação dos princípios e do propósito da Carta das Nações Unidas".
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, disse em um comunicado que a decisão do Knesset "é mais um passo no caminho do regime sionista de expansionismo colonial e criminoso, que tem violado continuamente os direitos fundamentais do povo palestino à autodeterminação por oito décadas".
Ele também afirmou que "as contínuas e graves violações dos direitos humanos na Cisjordânia são acompanhadas pelo genocídio em Gaza", antes de enfatizar que tudo isso faz parte da "política declarada do regime sionista de repetir a ilusão da Grande Israel com o estabelecimento de novos assentamentos", de acordo com uma declaração do Ministério das Relações Exteriores do Irã em sua conta na rede social X.
"Isso confirma o plano desse regime para uma limpeza étnica abrangente em toda a Palestina ocupada, uma situação que reforça ainda mais a responsabilidade de todos os governos de tomar medidas eficazes para impedir a aniquilação colonial da Palestina", disse Baqaei.
Ele pediu uma "ação imediata" da comunidade internacional para "impedir a violação flagrante dos direitos históricos do povo palestino", antes de enfatizar "a responsabilidade das Nações Unidas de impedir os ataques contínuos do regime sionista à identidade palestina e aos direitos palestinos".
O projeto de lei, já criticado pela Autoridade Palestina e pelo Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), foi aprovado em primeira leitura na quarta-feira, em uma votação que ocorreu por uma margem estreita e não contou com o apoio do Likud do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, com exceção de um parlamentar que quebrou a disciplina partidária e acabou desequilibrando a balança.
O texto, que passará por mais três leituras, agora segue para os Comitês Parlamentares de Relações Exteriores e Defesa, aguardando a aprovação do plenário da Câmara na última etapa antes de se tornar lei. Essa decisão pode atrair críticas do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que expressou sua oposição à anexação e defendeu a importância de consolidar o plano de paz para Gaza proposto por Washington.
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