Publicado 12/04/2026 19:56

O Irã critica o "bloqueio" e as "mudanças nas regras do jogo" por parte dos EUA, apesar de ter dialogado "de boa-fé"

Archivo - Arquivo - 7 de fevereiro de 2026, Doha, Catar: O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, profere um discurso durante a abertura do 17º Fórum Al Jazeera.
Europa Press/Contacto/Yousef Masoud - Arquivo

MADRID 13 abr. (EUROPA PRESS) -

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, lamentou neste domingo que, apesar de Teerã ter participado de “boa-fé” nas negociações com os Estados Unidos no Paquistão com o objetivo de “pôr fim à guerra”, seu país tenha se deparado com “mudanças nas regras do jogo” e “um bloqueio”, como o anunciado poucas horas antes por Washington contra todos os navios que “entrem ou saiam de portos iranianos”.

“Em intensas conversas ao mais alto nível em 47 anos, o Irã dialogou de boa-fé com os Estados Unidos para pôr fim à guerra”, afirmou o ministro das Relações Exteriores em uma mensagem publicada em suas redes sociais, na qual lamentou que, quando estavam “a um passo” de alcançar o “Memorando de Entendimento de Islamabad”, se depararam com “mudanças nas regras do jogo e um bloqueio”.

Em seguida, o chefe da diplomacia iraniana considerou que “nada foi aprendido”, ao mesmo tempo em que destacou que “a boa vontade gera boa vontade”, enquanto “a inimizade gera inimizade”.

Essas declarações surgem após Washington e Teerã terem encerrado suas conversas de paz em Islamabad, após um único dia de negociações diretas, o que deixa no limbo as perspectivas de pôr fim ao conflito iniciado em 28 de fevereiro, agora sob um cessar-fogo de futuro incerto, com apenas quatro dias de duração.

O chefe da delegação norte-americana e vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, referiu-se, ao término do encontro no Hotel Serena, na capital paquistanesa, a um único ponto de atrito entre os muitos que separam os dois países: a falta de garantias iranianas no que diz respeito à verificação da natureza pacífica de seu programa nuclear.

Por sua vez, Teerã criticou a falta de flexibilidade diplomática de uma delegação norte-americana que, em sua opinião, aspirava resolver quarenta anos de divergências e 40 dias de combates de uma só vez.

A isso se soma o anúncio feito neste mesmo domingo por Washington de que, às 10h da costa leste dos Estados Unidos (16h na Espanha peninsular e 17h30 no Irã), terá início o bloqueio de todos os portos iranianos. Esse bloqueio, precisou o Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos (CENTCOM), será aplicado “imparcialmente” contra os navios “de todas as nações que entrarem ou saírem de portos iranianos e zonas costeiras, incluindo todos os portos do Golfo Árabe — Pérsico — e do Golfo de Omã”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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