Iranian Foreign Ministry/ZUMA Pr / DPA - Arquivo
MADRID 21 abr. (EUROPA PRESS) -
As autoridades do Irã criticaram nesta terça-feira as prisões de vários de seus cidadãos nos Emirados Árabes Unidos (EAU) e afirmaram que as acusações feitas contra eles são “falsas”, um dia depois de as forças dos Emirados terem afirmado ter desmantelado um suposto grupo terrorista pró-iraniano.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baqaei, afirmou em um comunicado que essas detenções “carecem de qualquer fundamento” e instou o governo dos Emirados a “respeitar os direitos e a dignidade humana dos indivíduos e evitar qualquer tipo de represália contra eles” enquanto permanecerem sob custódia.
Segundo as autoridades dos Emirados Árabes Unidos, o grupo teria planejado atos terroristas e de sabotagem contra o “território nacional dos Emirados” e, conforme indicam as investigações realizadas até o momento, apresenta ligações com o Irã.
As autoridades dos Emirados divulgaram nomes e fotografias dos 27 homens que foram presos, embora não tenham especificado a nacionalidade de todos eles. Assim, eles foram acusados de “criar e administrar uma organização secreta, jurar lealdade a países terceiros e minar a unidade nacional e a paz social”.
Além disso, as autoridades afirmaram que a organização “realizou operações de recrutamento e radicalização” com o objetivo de “obter acesso a áreas sensíveis e conseguir doutrinar jovens”. Nesse sentido, também teria angariado fundos de forma ilegal para “transferi-los a entidades estrangeiras suspeitas”.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático