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MADRID 7 jul. (EUROPA PRESS) -
As autoridades do Irã refutaram nesta terça-feira as acusações do Catar relativas ao ataque a um petroleiro catariano próximo ao Estreito de Ormuz, ressaltando que tais declarações são “questionáveis” e insistindo na gestão iraniana dessa passagem estratégica.
“As acusações do Ministério das Relações Exteriores do Catar contra o Irã em relação ao suposto ataque a um navio ligado a esse país no Estreito de Ormuz são questionáveis e contrárias ao princípio da boa vizinhança, portanto, esse tipo de comportamento é inaceitável”, denunciou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmail Baqaei, em um comunicado divulgado pela rede IRIB.
Nesse sentido, ele ressaltou que o Irã se comprometeu a adotar “as medidas necessárias para a futura gestão do Estreito de Ormuz e a prestação de serviços marítimos”, no contexto do acordo preliminar assinado com os Estados Unidos no último dia 18 de junho, reiterando que Teerã “cumprirá seus compromissos com seriedade e espera o mesmo dos países da região”, reivindicando sua gestão da passagem.
Nesse ponto, Baqaei destacou que o Catar, na qualidade de mediador, conhece os detalhes do memorando de entendimento assinado com Washington, e recomendou que as empresas de navegação “se abstenham de qualquer ação contrária às disposições do acordo”.
“A atuação de alguns navios comerciais que transitam por rotas não coordenadas com o Irã, juntamente com o desligamento ou a manipulação do sistema de rastreamento ou do GPS do navio com o objetivo de retirar a embarcação do alcance dos sistemas de vigilância e segurança, provocará riscos, problemas ambientais, insegurança na rota e interferências nos esforços da República Islâmica do Irã para facilitar uma navegação segura no Estreito de Ormuz”, destacou o porta-voz iraniano.
Há semanas que o Irã vem alertando que a passagem segura pelo Estreito de Ormuz não está garantida sem coordenação com Teerã, criticando o estabelecimento de “rotas paralelas” à margem da República Islâmica.
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