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MADRID 13 mar. (EUROPA PRESS) -
As autoridades iranianas convocaram os embaixadores da França e da Alemanha no país, bem como o encarregado de negócios britânico, para protestar contra a "provocação" da reunião realizada no Conselho de Segurança das Nações Unidas para tratar do programa nuclear do Irã.
O Ministério das Relações Exteriores do Irã expressou seu forte "protesto" contra o que considera uma maneira "irresponsável" de lidar com essa questão por parte dos representantes desses três países e enfatizou que a realização dessa reunião a portas fechadas não tem justificativa legal ou técnica.
Para o governo iraniano, isso representa "interferência por parte desses três países, que, com a ajuda dos Estados Unidos, abusaram do mecanismo do Conselho de Segurança para realizar uma reunião a portas fechadas" sobre o programa nuclear do Irã, que é "pacífico", como defende o Ministério.
Nesse sentido, ele confirmou que os representantes dos três países já foram notificados pelo diretor-geral de Paz e Segurança Internacional, Hassaninejad Pirkuhi, de acordo com a agência de notícias iraniana IRNA.
Ele enfatizou que o programa nuclear do Irã é "consistente com os direitos e obrigações do país de acordo com o Tratado de Não-Proliferação Nuclear". "As atividades nucleares do Irã não entram em conflito com o Plano de Ação Integral Conjunto, que afirma que o Irã tem permissão para suspender parcial ou completamente suas obrigações em resposta à violação do pacto por terceiros", enfatizou o ministério, referindo-se ao acordo nuclear de 2015, do qual os Estados Unidos se retiraram em 2018 durante o mandato anterior de Donald Trump.
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