Europa Press/Contacto/Iranian Presidency
MADRID 10 mar. (EUROPA PRESS) -
As autoridades iranianas convocaram o embaixador sueco em Teerã, Matthias Ottersdedt, em sinal de protesto, depois que o Ministério das Relações Exteriores do país europeu fez o mesmo com o representante iraniano em Estocolmo, na última sexta-feira, por causa da deterioração da saúde de Ahmadreza Djalali, um cientista com dupla nacionalidade condenado à morte no Irã por espionagem.
Isso foi anunciado no domingo pelo Ministério das Relações Exteriores do país, que denunciou "declarações inadequadas e intervencionistas de autoridades (suecas) contra o Irã". Em particular, Teerã apontou Estocolmo por fazer "acusações infundadas", alegando que elas são contrárias ao direito internacional.
"O governo sueco não está em posição de questionar o funcionamento das instituições legais de outro país e defender um criminoso cujos crimes foram totalmente comprovados", disse a pasta diplomática iraniana.
O Ministério das Relações Exteriores da Suécia convocou o embaixador iraniano na Suécia, Hojat Faghani, na última sexta-feira, pedindo a libertação "imediata" de Ahmadreza Djalali, um cientista com dupla nacionalidade condenado à morte no Irã, devido à deterioração de sua saúde.
"A posição da Suécia e da UE sobre a pena de morte é muito clara. Condenamos seu uso e nos opomos a ela sempre, em todos os lugares e em todas as circunstâncias", afirmou em um comunicado.
Djalali foi preso durante uma viagem ao Irã em abril de 2016 e condenado em outubro de 2017 por fornecer informações sobre cientistas nucleares iranianos aos serviços secretos israelenses, embora tenha negado consistentemente as acusações, alegando que foi forçado a confessar sob tortura.
O cientista recebeu a cidadania sueca em 2018 como residente do país europeu. Djalali, atualmente encarcerado na prisão de Evin, trabalhou até sua prisão como pesquisador no Instituto Karolinska, em Estocolmo.
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