Publicado 27/07/2026 07:42

O Irã convoca o embaixador francês por interferir nos assuntos internos do país

A convocação ocorre depois que Paris denunciou a detenção e o interrogatório de dois funcionários de sua representação diplomática

Archivo - Arquivo - 25 de maio de 2026, Teerã, Irã: Esmaeil Baghaei, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, durante sua coletiva de imprensa semanal.
Europa Press/Contacto/Foad Ashtari - Arquivo

MADRID, 27 jul. (EUROPA PRESS) -

O Ministério das Relações Exteriores do Irã convocou nesta segunda-feira o embaixador francês, Pierre Cochard, para solicitar ao governo da França que pare de interferir nos assuntos internos do país, depois que Paris denunciou a detenção e o interrogatório de dois funcionários de sua representação diplomática “por horas”.

“O embaixador francês foi convocado ontem e ressaltamos que a França deve cessar tais ações e intervenções sob pretextos enganosos”, afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, durante uma coletiva de imprensa.

Nesse sentido, ele explicou que tais ações por parte dos funcionários franceses “têm antecedentes”. “Quem deve pedir desculpas ao Irã é a França, pois, sob o amparo da missão diplomática e da Embaixada, realizou ações que não se justificam de forma alguma de acordo com a Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas de 1961”, criticou.

Baqaei enfatizou, assim, que, “sob pretextos enganosos” como a promoção dos Direitos Humanos ou o apoio à sociedade civil, os funcionários franceses “interferem nos assuntos internos do Irã”. “Deixamos clara nossa posição”, afirmou o porta-voz, segundo informou a agência de notícias IRNA.

Isso ocorre depois que o ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noel Barrot, denunciou na última segunda-feira que dois diplomatas haviam sido detidos e interrogados por horas pelos serviços de segurança iranianos, tendo um deles sofrido uma suposta agressão física.

“Na noite de domingo, dois funcionários da Embaixada da França no Irã foram alvo de uma ação de intimidação extremamente grave por parte dos serviços de segurança iranianos, em flagrante violação das imunidades diplomáticas de que gozam”, denunciou ele nas redes sociais.

Barrot afirmou que ambos são responsáveis pelos programas de apoio à sociedade civil, em particular aos artistas e cientistas iranianos. “Comuniquei ao ministro das Relações Exteriores do Irã que essa afronta gravíssima e inadmissível à integridade de nossos funcionários não poderá ficar sem resposta”, indicou.

O Ministério das Relações Exteriores da França convocou o encarregado de negócios do Irã para apresentar uma reclamação formal sobre o ocorrido. “Isso constitui uma violação flagrante do Direito Internacional e das Convenções de Viena, das quais o Irã é signatário, que garantem a segurança do pessoal diplomático e constituem a base das relações entre os Estados”, destacou.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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