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MADRID 9 jul. (EUROPA PRESS) -
As autoridades do Irã convocaram nesta quinta-feira o embaixador do Reino Unido no país, Hugo Shorter, para manifestar seu protesto contra as “acusações infundadas” feitas contra Teerã, ao alegarem que o país causa “problemas de segurança” em solo britânico, declarações que surgem logo após dois cidadãos romenos terem sido condenados por esfaquear um jornalista britânico-iraniano em 2024.
“Após as repetidas acusações de representantes britânicos contra o Irã, o embaixador foi convocado pelo Ministério das Relações Exteriores. Solicitou-se ao governo britânico que pare de apoiar redes terroristas contrárias ao Irã e que reconsidere sua postura em relação ao país, em vez de continuar fazendo comentários falsos”, afirmou Alireza Yousefi, diretor-geral de Assuntos Europeus do Ministério das Relações Exteriores iraniano, segundo informações da IRNA.
Nesse sentido, ele voltou a lamentar a “postura inadequada” de Londres e enfatizou que esse tipo de acusação representa apenas “uma forma de se eximir da responsabilidade por comportamentos destrutivos que são contrários ao Direito Internacional, especialmente no que se refere à sua cumplicidade com os Estados Unidos e o regime sionista de Israel na prática de crimes atrozes”.
Por isso, recomendou às autoridades do Reino Unido que “deixem de fazer acusações ridículas e falsas contra o Irã e melhorem seu comportamento”. Além disso, instou a que “deixem de apoiar as políticas genocidas e de apartheid de Israel, que constituem a maior ameaça global à paz e à segurança”.
“O Reino Unido continua apoiando redes terroristas contrárias ao Irã, que são financiadas e dirigidas a partir de Israel. O papel dessas organizações é incitar à violência e ao terrorismo, o que viola as obrigações legais do Reino Unido, ao qual pedimos que se distancie disso”, destacou.
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