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MADRID 6 maio (EUROPA PRESS) -
O governo do Irã classificou como tendencioso o projeto de resolução apresentado pelos Estados Unidos ao Conselho de Segurança das Nações Unidas “para defender a liberdade de navegação e garantir a segurança do Estreito de Ormuz”.
“Os Estados Unidos promoveram um projeto de resolução falho e motivado politicamente no Conselho de Segurança da ONU sob o pretexto da ‘liberdade de navegação’ para avançar com sua agenda política e legitimar ações ilícitas, e não para resolver a crise”, indicou a missão do Irã na ONU nas redes sociais.
Nesse sentido, afirmou que “a única solução viável no estreito” passa pelo “fim definitivo da guerra, o levantamento do bloqueio marítimo e a restauração” do fluxo em Ormuz. "O Irã exorta os Estados-membros a agirem com base na lógica, na equidade e nos princípios, e não na pressão, a rejeitarem o rascunho e a se absterem de apoiá-lo ou de serem seus co-patrocinadores", argumentou.
O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou na quarta-feira que apresentará uma resolução elaborada em conjunto com o Bahrein e “seus parceiros do Golfo”, que incluem todos os países do Conselho de Cooperação dos Estados Árabes do Golfo, com exceção de Omã.
O texto — apoiado pela Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Catar — pede ao Irã que “cesse os ataques, a colocação de minas e a cobrança de pedágios”, ao mesmo tempo em que exige que “revele o número e a localização das minas marítimas que colocou e que coopere com os esforços para removê-las”.
O rascunho também insta Teerã a “apoiar o estabelecimento de um corredor humanitário”. “O Irã continua colocando em risco a economia mundial com seus esforços para fechar o estreito, suas ameaças de atacar navios, a colocação de minas marítimas que representam um risco para a navegação e suas tentativas de cobrar pedágios na via marítima mais importante do mundo”, afirma.
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