Publicado 16/04/2026 14:24

O Irã considera a crescente pressão econômica dos EUA uma "extorsão"

15 de abril de 2026, Teerã, Irã: Esmail Baghaei Hamaneh, atual porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, durante sua coletiva de imprensa semanal.
Europa Press/Contacto/Foad Ashtari

MADRID 16 abr. (EUROPA PRESS) -

O governo do Irã criticou nesta quinta-feira o anúncio do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos de aumentar a pressão econômica sobre o país asiático com novas sanções, alegando o dano “deliberado” que estas causam à população civil e classificando-as como “extorsão patrocinada pelo Estado”.

“É absolutamente abominável que políticas que causam deliberadamente dor e sofrimento a pessoas inocentes sejam apresentadas com uma presunção moralista”, declarou nas redes sociais o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baqaei.

O porta-voz diplomático considerou, na mesma mensagem, que esse tipo de medida “não faz mais do que revelar a mentalidade desumana que se esconde por trás delas”.

“Trata-se, sem mais, de terrorismo econômico e de extorsão patrocinada pelo Estado”, acrescentou, respondendo ao secretário do Tesouro, Scott Bessent, que declarou nesta quarta-feira que a pressão econômica a que submeteria o Irã seria o “equivalente financeiro” a uma campanha de bombardeios.

O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) do Tesouro anunciou recentemente a imposição de sanções contra cerca de vinte pessoas, entidades e navios ligados a uma rede de transporte de petróleo dirigida pelo filho do ex-ministro da Defesa e secretário do Conselho de Defesa Nacional do Irã, Ali Shamkhani —falecido no primeiro dia da ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra o país, em 28 de fevereiro passado—.

O órgão enquadrou essa medida como parte da “Operação Fúria Econômica contra as elites” de Teerã, às quais acusa de tentar “lucrar às custas do povo iraniano”, nas palavras de Bessent.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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