Publicado 29/06/2026 14:43

O Irã confirma que viajará nesta terça-feira para Doha, mas nega que haja um encontro com os EUA

Archivo - Arquivo - 25 de maio de 2026, Teerã, Irã: Esmaeil Baghaei, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, durante sua coletiva de imprensa semanal.
Europa Press/Contacto/Foad Ashtari - Arquivo

MADRID 29 jun. (EUROPA PRESS) -

As autoridades iranianas confirmaram que viajarão nesta terça-feira para Doha, mas desmentiram o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou que a capital do Catar sediará um encontro entre delegações dos dois países.

“Nos próximos dias, não realizaremos nenhuma reunião de negociação, em nenhum nível, com a parte norte-americana, e o fato de os representantes dos Estados Unidos viajarem para o Catar não tem nada a ver com a visita da delegação iraniana, que tem como objetivo acompanhar a aplicação das disposições do memorando de entendimento, incluindo o parágrafo 11”, esclareceu em coletiva de imprensa o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, em alusão ao ponto sobre a liberação dos fundos congelados.

Suas declarações foram feitas horas depois de o presidente dos Estados Unidos ter afirmado em suas redes sociais que “o Irã solicitou uma reunião” e que esta “ocorrerá amanhã em Doha”.

Em seguida, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou em declarações concedidas à emissora de televisão norte-americana Fox News que o enviado especial Steve Witkoff e Jared Kushner, genro do presidente, viajarão para Doha para “reuniões de alto nível” com o Irã, em paralelo às quais haverá “conversas técnicas”.

“No que nos diz respeito, estamos cumprindo nossa parte do cessar-fogo”, disse ela, antes de alertar que “a violência será respondida com violência”, em referência à troca de ataques dos últimos dias. “Isso continuará acontecendo, embora esperemos que não aconteça”, afirmou.

Nesse sentido, ele destacou que Trump “quer que o processo de paz seja bem-sucedido” e recomendou ao Irã que “assine um bom acordo com os Estados Unidos”. “O presidente demonstrou que não tem medo de usar o poderio do nosso Exército”, destacou Leavitt, que enfatizou que Washington “sai ganhando de qualquer maneira”, seja na mesa de negociações ou pela via militar.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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