Europa Press/Contacto/Iranian Foreign Ministry
MADRID 23 jan. (EUROPA PRESS) - O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, informou nesta sexta-feira que entre os 3.117 mortos nos protestos das últimas semanas há 600 “terroristas”, bem como 2.427 civis e agentes das forças de segurança.
O governo iraniano confirmou esses números poucos dias depois que a Fundação de Assuntos dos Mártires e Veteranos, um órgão governamental responsável pelas famílias dos mortos em conflitos bélicos, divulgou esses números, no que foi o primeiro balanço oficial desde o início dos confrontos.
Esses números ainda estão longe dos apresentados por algumas organizações de direitos humanos, que falam de até 5.000 mortos pela repressão das forças de segurança contra os manifestantes, bem como de até 26.000 detenções.
Araqchi também mencionou que os recentes “ataques terroristas” sofridos pelo Irã deixaram mais de 400 prédios oficiais destruídos, além de 750 delegacias, 200 escolas, 300 ambulâncias e 800 veículos, quase 5.000 centros religiosos, entre outros bens e instalações, em uma mensagem nas redes sociais.
Esses novos protestos no Irã eclodiram nos últimos dias de dezembro de 2025, em meio a uma grave crise econômica, com quedas recordes no valor da moeda local, o rial. Durante vários dias, várias cidades do país foram palco de manifestações que foram duramente reprimidas. O Irã responsabilizou forças externas por incitar a violência nas manifestações, a fim de justificar uma possível intervenção de Washington, uma vez que o próprio presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou atacar novamente o país se a repressão aos protestos continuasse.
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