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MADRID 18 mar. (EUROPA PRESS) -
O presidente do Irã, Masud Pezeshkian, confirmou nesta quarta-feira o assassinato do ministro da Inteligência iraniano, Esmail Jatib, após um ataque perpetrado pelo Exército de Israel contra a capital, Teerã, no âmbito da ofensiva lançada em 28 de fevereiro, em conjunto com os Estados Unidos, contra o país asiático.
Pezeshkian criticou, em uma mensagem nas redes sociais, o “assassinato covarde” de Jatib e de outros altos cargos, entre eles o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Alí Lariyani, e o ministro da Defesa, Aziz Nasirzadé — mortos em 16 de março e 28 de fevereiro, respectivamente —, “juntamente com alguns de seus familiares e membros de sua equipe”.
“Estamos inconsoláveis”, afirmou. “Ofereço minhas condolências ao grande povo do Irã pelo martírio de dois membros do gabinete, do secretário da Assembleia Popular e dos comandantes militares e da Basij. Tenho certeza de que seu caminho continuará com mais força do que nunca”, acrescentou.
A mensagem de Pezeshkian chega horas depois que o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, anunciou o assassinato de Jatib e destacou que o homem “estava a cargo do sistema assassino e de repressão interna no Irã e da promoção de ameaças externas”. “A política de Israel é clara e inequívoca: ninguém no Irã tem imunidade e todos estão na mira”, ameaçou.
O Irã confirmou em seu último balanço mais de 1.200 mortos pela ofensiva de Israel e dos Estados Unidos, embora a organização não governamental Human Rights Activists in Iran, com sede nos Estados Unidos, tenha elevado no domingo para mais de 3.000 o número de mortos, em sua maioria civis.
Entre os mortos por esses ataques estão o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, bem como vários altos cargos do Exército e das forças de segurança, incluindo o comandante da força paramilitar Basij, Golamreza Soleimani, também morto em 16 de março. Sua morte foi confirmada na terça-feira pelas autoridades iranianas depois que Israel anunciou seu assassinato.
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