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MADRID 30 set. (EUROPA PRESS) -
O governo iraniano confirmou nesta terça-feira que 120 cidadãos do país da Ásia Central serão repatriados em breve dos Estados Unidos após um acordo com o país para sua deportação, uma medida que poderia afetar um total de 400 pessoas.
O chefe do Departamento de Assuntos Parlamentares e Consulares do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Hosein Nushabadi, disse à agência de notícias Tasnim que "de acordo com as informações disponíveis, essas pessoas retornarão ao país nos próximos um ou dois dias" após uma escala no Qatar, sem mais detalhes.
Ele também afirmou que a maioria dos 400 iranianos que os EUA pretendem deportar entraram no país ilegalmente, embora tenha dito que alguns deles tinham autorizações de residência válidas.
"Pedimos ao governo dos EUA que respeite os direitos dos migrantes iranianos e seus direitos de cidadania de acordo com a lei internacional. Não se deve negar a eles os serviços consulares, o devido processo legal ou os princípios consagrados na Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Ele enfatizou que Teerã está fornecendo apoio consular a essas pessoas, "iranianos que deixaram o país legalmente". "No entanto, eles entraram nos Estados Unidos de outra forma. Não há obstáculos para o retorno deles à sua terra natal, pois o Irã sempre apoia seus cidadãos", concluiu Nushabadi, sem que Washington comentasse oficialmente a situação.
Fontes oficiais norte-americanas citadas pelo The New York Times indicaram nas últimas horas que um avião com cerca de cem iranianos já decolou de um aeroporto na Louisiana após o acordo mencionado, em meio aos esforços da administração de Donald Trump para expulsar migrantes em suposta situação irregular.
Nos últimos meses, Washington defendeu suas políticas de imigração mais duras, uma das principais promessas de campanha de Trump, chegando a acordos com vários países do mundo para aceitar a deportação e a expulsão de cidadãos, inclusive de terceiros países, em meio a críticas das Nações Unidas e de várias organizações não governamentais por abusos durante esses processos.
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