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Exorta a comunidade internacional a responder a Washington e a “impedir a crescente normalização das violações” do Direito Internacional
MADRID, 29 maio (EUROPA PRESS) -
O Ministério das Relações Exteriores do Irã condenou nesta quinta-feira a “retórica ameaçadora” do governo dos Estados Unidos contra Omã, depois que o secretário do Tesouro, Scott Bessent, advertiu Mascate de que Washington imporá sanções se o Sultanato cooperar com Teerã, uma ameaça que se seguiu à emitida pelo inquilino da Casa Branca, Donald Trump — que ameaçou “destruir” Omã —, também condenada horas antes pelo mesmo ministério.
“O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, condenou veementemente a retórica ameaçadora de autoridades americanas contra o Sultanato de Omã”, indicou o próprio ministério em um breve comunicado divulgado nas redes sociais.
Baqaei considerou que “a ameaça” de Bessent, somada à expressa anteriormente por Trump, constitui “uma tentativa de chantagear um Estado independente e membro das Nações Unidas”, bem como “uma nova demonstração da falência moral do sistema de governo e da política dos Estados Unidos”.
“Ameaçar impor sanções a Omã sob um pretexto falso é um ato absolutamente ilegal que viola os princípios fundamentais da Carta das Nações Unidas e do Direito Internacional”, alegou o porta-voz da diplomacia iraniana, que exigiu que “a comunidade internacional responda com responsabilidade a essa atitude e impeça a crescente normalização das violações das normas jurídicas internacionais”.
Baqaei voltou a se pronunciar assim ao final de um dia em que, pela manhã, já havia condenado em termos semelhantes a retórica de Donald Trump ao ameaçar este “destruir” Omã, após a confirmação de negociações com Teerã sobre um mecanismo para o controle da navegação no estreito de Ormuz, que ambos os países compartilham.
Tal advertência “não é apenas uma violação do princípio fundamental de proibição da ameaça do uso da força, mas também mais um sinal perigoso da normalização da ilegalidade e da intimidação nas relações internacionais”, argumentou o porta-voz iraniano.
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