Europa Press/Contacto/Roman Koziel
MADRID, 20 abr. (EUROPA PRESS) -
As autoridades do Irã criticaram neste domingo a "pirataria" dos Estados Unidos após o ataque e a captura, no Golfo de Omã, por parte das Forças Militares americanas, de um cargueiro iraniano de grande tonelagem quando este tentava ultrapassar o bloqueio imposto por Washington aos portos do país asiático.
“Os Estados Unidos, em seu papel de agressor, violaram o cessar-fogo e cometeram um ato de pirataria marítima ao disparar contra um navio mercante iraniano nas águas do Mar de Omã”, destacou o porta-voz do Quartel-General Central Jatam al Anbiya — o comando de combate unificado das Forças Armadas iranianas —, Ebrahim Zolfaqari, em declarações divulgadas pela televisão estatal iraniana, IRIB.
O porta-voz desse comando operacional militar também assinalou que o sistema de navegação do navio ficou “inutilizado” após o desembarque de “vários” dos “fuzileiros navais terroristas” dos Estados Unidos “no convés” da referida embarcação, na qual, segundo o inquilino da Casa Branca, Donald Trump, eles provocaram “um buraco na sala de máquinas”.
Em seguida, Zolfaqari advertiu que as Forças Armadas do Irã “responderão e tomarão represálias em breve contra esse ato de pirataria armada perpetrado pelo Exército dos Estados Unidos”.
Foi neste domingo que Trump informou que tropas americanas destacadas no Golfo de Omã haviam atacado, interceptado e capturado um navio iraniano de grande porte. Trata-se do “Touska”, uma embarcação de quase 275 metros de comprimento que, segundo o Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos (CENTCOM), tentava se aproximar do porto iraniano de Bandar Abbas.
Vale ressaltar que o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC, na sigla em inglês), subordinado ao Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, inclui o “Touska” em sua lista de navios sancionados.
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