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Trump acredita que a guerra com o Irã chegará ao fim após as eleições de meio de mandato nos EUA
MADRID, 9 set. (EUROPA PRESS) -
O Ministério das Relações Exteriores do Irã condenou nesta quarta-feira o ataque realizado na véspera pelo Exército dos Estados Unidos contra vários petroleiros iranianos nas águas do Golfo Pérsico, em meio às crescentes hostilidades entre os dois países e ao impasse no diálogo mediado pelo Paquistão para se chegar a um acordo que ponha fim à guerra iniciada em 28 de fevereiro pela ofensiva dos Estados Unidos e de Israel.
O Ministério das Relações Exteriores condenou “veementemente” um ataque que classificou como “agressivo” em um comunicado divulgado nas redes sociais, no qual considerou que, somado às sanções e ao bloqueio naval impostos por Washington, isso representa “uma violação flagrante da Carta das Nações Unidas e do Direito Internacional”.
“As ações agressivas dos Estados Unidos contra navios mercantes iranianos não apenas representam uma perigosa escalada de tensões na região, mas também constituem uma clara ameaça à paz e à segurança regionais e internacionais”, alertou no mesmo comunicado.
O Ministério, liderado por Abbas Araqchi, defendeu os ataques do Irã contra a base militar de Al Azraq, na Jordânia, como parte de “seu direito inerente à legítima defesa” em resposta aos ataques anteriores dos Estados Unidos, e ressaltou que essas bases “apóiam a agressão dos Estados Unidos contra o Irã”.
Nesse sentido, garantiu que suas “Forças Armadas não hesitarão em exercer” esse direito e “responderão de forma decisiva e adequada a qualquer agressão militar do inimigo”.
Nesta mesma quarta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em declarações à imprensa que o conflito com o Irã terminará imediatamente após as eleições de meio de mandato, previstas para novembro.
“Acredito que a guerra vai terminar logo após as eleições. Porque eles já não aguentam mais. Eles estão desesperados para tentar influenciar as eleições”, afirmou antes de viajar para Dallas para a primeira convenção republicana, a dois meses das referidas eleições.
Enquanto isso, o secretário-geral da ONU, António Guterres, voltou a se mostrar “profundamente preocupado” com a escalada das tensões no Estreito de Ormuz, incluindo as recentes trocas de ataques e “as ameaças de novas ações contra as infraestruturas marítimas e energéticas”.
O diplomata português reiterou seu apelo “a todas as partes envolvidas para que ajam com a máxima moderação e se abstenham de ações e declarações que possam agravar ainda mais uma situação já de si instável”, afirmou seu porta-voz, Stéphane Dujarric, em coletiva de imprensa, antes de alertar sobre as “graves consequências” para a população civil de qualquer escalada.
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