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MADRID 29 maio (EUROPA PRESS) -
O governo do Irã condenou nesta sexta-feira os “ataques brutais” realizados nas últimas horas pelo Exército de Israel contra vários pontos do Líbano, incluindo a capital, Beirute, e reiterou que os Estados Unidos “são parceiros e cúmplices em todos os crimes do regime sionista” na região do Oriente Médio.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baqaei, denunciou que esses ataques “deixaram um grande número de mártires e feridos” e provocaram “o deslocamento de centenas de milhares de pessoas”, bem como “a destruição de infraestruturas e residências”, conforme informou a emissora de televisão pública iraniana, IRIB.
“O governo dos Estados Unidos é considerado cúmplice e parceiro de todos os crimes do regime sionista no Líbano, na Palestina ocupada e em toda a região”, afirmou, antes de enfatizar a necessidade de que a comunidade internacional “faça com que os responsáveis prestem contas e os puna por cometerem crimes internacionais atrozes”.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou na terça-feira que o Exército israelense está “intensificando” sua ofensiva no Líbano, onde já morreram mais de 3.300 pessoas desde o início de março, apesar das negociações em andamento com o governo libanês para tentar chegar a um acordo de paz.
As últimas hostilidades em grande escala eclodiram em 2 de março, quando o partido-milícia xiita Hezbollah lançou projéteis contra Israel em resposta ao assassinato do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, na ofensiva lançada em 28 de fevereiro por Israel e pelos Estados Unidos contra o país asiático.
As partes haviam acordado um cessar-fogo em novembro de 2024, após treze meses de combates na sequência dos ataques de 7 de outubro de 2023, embora, desde então, Israel tenha continuado a lançar bombardeios frequentes contra o país e mantido a presença de militares em vários pontos, argumentando que agia contra o Hezbollah, em meio a denúncias de Beirute e do grupo sobre essas ações.
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