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MADRID 29 maio (EUROPA PRESS) -
As autoridades iranianas condenaram nesta sexta-feira as sanções impostas há dois dias pelos Estados Unidos contra a chamada Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico (PGSA, na sigla em inglês), órgão criado recentemente por Teerã para gerenciar o tráfego marítimo nessa passagem, em meio ao conflito em curso.
“A PGSA, embora condene essa medida, considera que ser sancionada por um país cujo líder se orgulha da pirataria é um sinal de seu bom desempenho”, assinalou o órgão em suas redes sociais, onde garantiu às autoridades americanas que elas não conseguirão “o domínio” de Ormuz, nem “pela via militar nem pela diplomática”, impondo sanções.
Assim, ela ressaltou que continua trabalhando “incansavelmente” para facilitar a passagem pelo estreito “apesar das ações provocadoras dos Estados Unidos nas águas do Golfo Pérsico e do Mar de Omã”.
Essas declarações surgem depois que o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos incluiu, nesta quarta-feira, a PGSA em sua lista de sanções, enquadrando a medida no âmbito da “luta contra o terrorismo”.
“Vinculada à Guarda Revolucionária Islâmica”, diz o único parágrafo do texto, publicado menos de um mês após as autoridades iranianas terem criado o referido órgão.
Este corredor marítimo estratégico constitui um dos principais pontos de estrangulamento do comércio internacional e um dos maiores focos de conflito entre Teerã e Washington, mesmo após o cessar-fogo que suspendeu as hostilidades iniciadas pela ofensiva surpresa dos Estados Unidos e de Israel em 28 de fevereiro.
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