Europa Press/Contacto/Marek Ladzinski
MADRID, 13 jul. (EUROPA PRESS) -
O governo do Irã classificou como “guerra psicológica” as denúncias vindas dos Estados Unidos sobre supostos planos para assassinar o presidente do país norte-americano, Donald Trump, em meio ao recrudescimento das tensões e aos ataques recíprocos dos últimos dias, apesar do acordo de cessar-fogo alcançado em abril e do memorando de entendimento assinado em junho.
“Não há dúvida de que há partes que querem explorar qualquer coisa em benefício próprio”, afirmou em coletiva de imprensa em Teerã o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baqaei, que criticou os Estados Unidos e Israel por “assassinarem líderes e cidadãos iranianos e agora se fazerem de vítimas”.
“Isso faz parte de uma guerra psicológica que não vai enganar ninguém”, afirmou ele, antes de insistir que “é preciso levar em conta o jogo que as partes rivais estão jogando”, conforme divulgado pela agência de notícias iraniana Tasnim, após as declarações de Trump sobre um possível plano iraniano para assassiná-lo.
O presidente dos Estados Unidos afirmou no sábado que há mil mísseis prontos para serem lançados contra o Irã caso ele seja assassinado. “Mil mísseis estão prontos e preparados para atacar a República Islâmica do Irã, e milhares mais serão lançados imediatamente se o governo iraniano cumprir sua ameaça, proferida em muitos cantos do mundo, de assassinar, ou tentar assassinar, o atual presidente dos Estados Unidos, neste caso, a mim!!”, afirmou nas redes sociais.
Anteriormente, Trump havia indicado, durante a cúpula da OTAN na Turquia, que o Irã “quer eliminar o líder dos Estados Unidos”. “Estou em alguma lista. Vi que estou em todas e cada uma das listas deles. Até agora, parece que tive um pouco de sorte, mas isso pode não durar muito. São pessoas malignas e doentes, por isso temos que acabar com esse câncer”, afirmou.
Além disso, nos últimos dias, foram publicadas na mídia norte-americana informações que indicam que Israel teria compartilhado com Washington informações de inteligência sobre um plano “específico” supostamente elaborado pelas autoridades do Irã para matar Trump, em meio a apelos para vingar o assassinato do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei.
Khamenei, assassinado em 28 de fevereiro nos primeiros momentos da ofensiva lançada de surpresa pelos Estados Unidos e por Israel contra o país asiático, foi enterrado na sexta-feira na cidade de Mashhad (nordeste), após cerca de uma semana de cerimônias fúnebres no Irã e no Iraque em memória do líder supremo, que ocupava o cargo desde 1989.
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