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MADRID, 28 ago. (EUROPA PRESS) -
As autoridades do Irã se referiram nesta sexta-feira ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como “esquizofrênico” em resposta à sua declaração de que o Estreito de Ormuz seria um novo território americano, ao mesmo tempo em que apelaram à comunidade internacional para que não apoie a política de sanções e isolamento econômico decretada por Washington.
“A esquizofrenia é um tipo de transtorno psicótico complexo e agudo que se manifesta por meio de alterações no pensamento e uma percepção distorcida da realidade”, afirmou o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Qaribabadi, em uma mensagem nas redes sociais em resposta à imagem publicada por Trump sobre o Estreito de Ormuz como novo território dos Estados Unidos.
Segundo ele, o sintoma mais comum da esquizofrenia é “a alucinação e o delírio”. “Os psicólogos recomendam que esses pacientes sejam monitorados e tratados 24 horas por dia”, enfatizou o político iraniano em um comentário irônico sobre a saúde mental do presidente dos Estados Unidos.
Anteriormente, o chefe da Casa Branca se referiu à passagem de Ormuz como “aberta”. “A resposta iraniana é muito moderada. Eles não querem que voltemos a atacá-los. É só isso. O resto não importa”, afirmou ele em declarações por telefone ao meio de comunicação digital norte-americano Axios, reiterando o controle norte-americano sobre a estratégica rota marítima.
AS SANÇÕES SÃO “ILEGAIS” E OS PAÍSES DEVEM ABSTENER-SE DE APLICÁ-LAS
Por outro lado, em meio à troca de acusações entre os Estados Unidos e o Irã sobre as sanções que visam o estrangulamento econômico de Teerã e as ameaças aos parceiros comerciais de Teerã, o Ministério das Relações Exteriores iraniano reiterou que as sanções anunciadas por Washington “são medidas totalmente ilegais e injustificadas que violam a Carta das Nações Unidas, o Direito Internacional Humanitário e os Direitos Humanos”.
“Com base nisso, todos os países são obrigados a se abster de aplicar tais sanções. Da mesma forma, todos os Estados têm a obrigação de se abster de reconhecer ou validar as situações ou efeitos decorrentes dessas medidas ilegais”, afirmou em um comunicado dirigido à comunidade internacional.
Na opinião de Teerã, participar dessa campanha de sanções “equivale a colaborar na imposição da vontade ilegal de um Estado sobre Estados soberanos e independentes e na perturbação de suas relações econômicas e comerciais legítimas”.
Por isso, a República Islâmica alertou que aplicar as medidas punitivas significa “participar da destruição de um dos princípios fundamentais da Carta das Nações Unidas: o respeito pela igualdade soberana dos Estados”.
O Ministério das Relações Exteriores do Irã ressaltou que “a intenção oculta” das sanções é “impor dor e sofrimento ao povo iraniano e privar os cidadãos iranianos de seus direitos humanos fundamentais”. Nesse sentido, ressalta que elas constituem “um crime internacional e um crime contra a humanidade”. “Essa política viola abertamente as normas fundamentais dos direitos humanos consagradas nas declarações e pactos internacionais”, indicou.
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