Iranian Foreign Ministry/ZUMA Pr / DPA - Arquivo
MADRID, 29 abr. (EUROPA PRESS) -
O governo iraniano qualificou como "crime de guerra" o bombardeio realizado na segunda-feira pelo exército dos Estados Unidos contra um centro de detenção para migrantes na província de Saada, localizada no norte do Iêmen, que deixou pelo menos 68 mortos, conforme denunciaram as autoridades instaladas pelos rebeldes houthis no país asiático.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, condenou "veementemente" o ataque e outros bombardeios dos EUA na segunda-feira, incluindo um na capital, Sana'a, que deixou outros 12 mortos, antes de denunciar o "silêncio e a indiferença das Nações Unidas e das instituições de direitos humanos" diante dos ataques a "alvos civis" no Iêmen.
Em uma mensagem em sua conta na rede social X, ele declarou que esses ataques deixaram "centenas de pessoas inocentes mortas" e afirmou que eles são "uma violação flagrante do direito internacional e da soberania e integridade territorial do Iêmen".
Por sua vez, o secretário-geral da ONU, Stéphane Dujarric, disse que a organização estava "profundamente alarmada" com o bombardeio. "Estamos tristes com a trágica perda de vidas em que muitos migrantes foram mortos ou feridos", disse ele em uma coletiva de imprensa.
As forças dos EUA vêm lançando bombardeios quase diários em várias províncias do Iêmen, inclusive em Sana'a, há semanas, depois que o ocupante da Casa Branca, Donald Trump, anunciou o início de uma "ação militar decisiva e firme" contra os houthis em resposta à sua campanha de ataques no Mar Vermelho.
Os rebeldes lançaram ataques contra a navegação e diretamente contra Israel em resposta à ofensiva militar contra Gaza. Essas operações foram suspensas após o cessar-fogo de janeiro entre o governo israelense e o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), mas foram retomadas pelos houthis depois que Israel rompeu o acordo em 18 de março e reativou sua ofensiva contra a Faixa.
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