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Araqchi confirma reunião na sexta-feira em Istambul com delegações de países europeus sobre o acordo de 2015
MADRID, 14 maio (EUROPA PRESS) -
O governo iraniano chamou na quarta-feira de "enganosas" as acusações feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra Teerã a partir da Arábia Saudita e criticou as "sanções" e "ameaças militares" de Washington, bem como seu apoio a Israel em sua ofensiva militar contra a Faixa de Gaza.
"Ele está tentando retratar o Irã como a causa da insegurança", disse o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi. "Devemos nos perguntar quem matou 60.000 pessoas em Gaza", disse ele, referindo-se a Israel, de acordo com a agência de notícias iraniana Tasnim.
Nesse sentido, ele afirmou que "ao ignorar os crimes de Israel, Trump apresenta o Irã como um fator de insegurança, transferindo a responsabilidade de uma forma claramente enganosa". "Quem está violando os territórios palestinos?", perguntou ele, antes de acrescentar que "a área recentemente ocupada por Israel na Síria é maior do que o território de Gaza".
"Eles estão tentando apresentar o Irã como uma ameaça à segurança regional para que a primeira ameaça seja esquecida, mas não acho que eles terão sucesso", disse ele, referindo-se novamente a Israel, o principal inimigo de Teerã na região do Oriente Médio.
Por outro lado, ele indicou que "o que (Trump) disse sobre a decisão dos países (do Oriente Médio) de adotar um caminho de desenvolvimento supõe o mesmo caminho adotado pela nação iraniana com a Revolução Islâmica (de 1979) para ter um país democrático, livre, próspero e avançado", explicou.
Ele enfatizou que "são os Estados Unidos que têm impedido o progresso da nação iraniana com suas sanções e ameaças militares", ao mesmo tempo em que destacou que "uma das causas dos problemas econômicos da nação iraniana são os Estados Unidos, que querem um sistema governamental dependente e obediente, o que contradiz a dignidade da nação iraniana".
Apesar disso, Araqchi enfatizou que o Irã "está muito interessado" em chegar a um acordo com os Estados Unidos sobre o programa nuclear iraniano, algo que "levará a um aumento da segurança" no Oriente Médio, incluindo "entendimentos entre o Irã e os países da região, sem a interferência de países estrangeiros".
REUNIÃO COM PAÍSES EUROPEUS
O ministro das Relações Exteriores do Irã também confirmou que haverá uma reunião nesta sexta-feira entre uma delegação iraniana e representantes do E3 - França, Reino Unido e Alemanha - para discutir a situação em torno do acordo nuclear de 2015, após o adiamento da reunião marcada para 2 de maio.
"Acho que a próxima rodada de negociações em nível de vice-ministro das Relações Exteriores ocorrerá na sexta-feira, em Istambul", disse ele, antes de criticar que "os europeus são os que ficaram um pouco isolados nessas negociações por causa de suas próprias políticas".
Os contatos entre o Irã e os Estados Unidos, que tiveram sua terceira etapa no sábado em Omã, são os primeiros desse tipo desde a retirada de Washington, em 2018, do histórico acordo nuclear assinado três anos antes entre Teerã e as potências mundiais - todos os membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, além da Alemanha e da União Europeia.
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