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A Rússia adverte que a ativação do snapback "levará a um novo aumento nas tensões sobre o programa nuclear do Irã".
MADRID, 20 set. (EUROPA PRESS) -
O governo iraniano advertiu no sábado que romperá o acordo recentemente alcançado com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) se as sanções da ONU suspensas após o histórico acordo nuclear de 2015 forem finalmente reimpostas, depois que o Conselho de Segurança da ONU aprovou uma resolução nesse sentido na sexta-feira.
O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Qaribabadi, disse que "se nada de especial acontecer no campo diplomático" e essas sanções forem restabelecidas, o acordo firmado em 9 de setembro com a AIEA será "completamente interrompido", algo que Teerã já havia ameaçado, dizendo que o pacto dependia de não haver ações "hostis" contra Teerã.
Em declarações ao canal de televisão iraniano IRIB, ele enfatizou que o Irã, a China e a Rússia apresentaram "argumentos muito detalhados e legais" para rejeitar a possível ativação do mecanismo 'snapback', que implicaria a reimposição de sanções, depois que o processo foi ativado pelos países do E3 (incluindo França, Reino Unido e Alemanha).
Qaribabadi disse que as autoridades iranianas "sempre acreditaram na diplomacia e na interação". "Fizemos todos os esforços para evitar, por meio da diplomacia, as ações dos países europeus", disse ele, antes de reconhecer que a reimposição de sanções é algo que Teerã deve levar a sério.
"Devemos ter muito cuidado para não cair na armadilha das operações psicológicas que os países ocidentais e os Estados Unidos criaram para nós", explicou, reiterando que "o caminho da interação e da diplomacia nunca está fechado", deixando a porta aberta para um novo processo de conversações.
O Ministério das Relações Exteriores da Rússia disse em um comunicado que a decisão do Conselho de Segurança da ONU ocorre após "ações provocativas e ilegais" do E3. "Essas ações não têm nada a ver com diplomacia e só levarão a uma nova escalada das tensões sobre o programa nuclear do Irã", alertou.
"Chegou o momento da verdade para os EUA e os países europeus. Eles terão que responder com toda a honestidade se estão buscando um acordo político e diplomático ou se estão novamente se preparando para o 'trabalho sujo' de arrastar o Oriente Médio para outra tragédia semelhante à que ocorreu em junho, quando as instalações nucleares do Irã sob supervisão da AIEA foram alvo de bombardeios israelenses e norte-americanos", reiterou.
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