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MADRID 31 jul. (EUROPA PRESS) -
O Exército do Irã afirmou ter lançado um ataque com drones, na noite desta quinta-feira, contra a base aérea Ahmed Al Jaber, no Kuwait, que abriga forças militares americanas, em retaliação à última onda de ataques perpetrados pelas tropas americanas contra a República Islâmica.
Mais especificamente, as forças armadas reivindicaram ataques contra o hangar de aviões de combate, os sistemas de comunicação via satélite e os depósitos de equipamentos do Exército dos Estados Unidos, localizados na referida base situada em território do Kuwait, conforme precisou em um comunicado divulgado pela agência de notícias Tasnim, próxima à Guarda Revolucionária.
“A base Ahmed Al Jaber, no Kuwait, desempenhou um papel fundamental nas operações aéreas e de vigilância dos Estados Unidos e, além de sua função operacional, é considerada um dos centros neurais do apoio aéreo ao Exército terrorista dos Estados Unidos”, acrescenta o texto, que afirma que “os crimes, as sanções e as ameaças fazem com que o Irã esteja mais unido e coeso em sua defesa”.
A autoridade militar iraniana justificou esses ataques, referindo-se a eles como uma “resposta” às “recentes agressões do Exército terrorista dos Estados Unidos” contra o país e, especificamente, pelo “ataque bárbaro perpetrado contra uma residência na ilha de Qeshm”, em pleno estreito de Ormuz, que resultou, na véspera, em pelo menos três mortos e dois feridos.
Sobre esse ataque, o presidente do Parlamento iraniano, Mohamad Baqer Qalibaf, se pronunciou horas antes, afirmando em uma mensagem nas redes sociais que “os americanos se acostumaram a compensar as derrotas que sofrem no campo de batalha derramando o sangue de inocentes”. Em seguida, ele adiantou que “eles pagarão por isso”.
“Os Estados Unidos mancham as mãos com um novo crime a cada dia. O ataque terrorista contra residências civis na ilha de Qeshm é uma continuação dos crimes cometidos em Minab e Larestán”, afirmou Qalibaf.
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