Publicado 06/04/2026 08:21

O Irã apresenta uma reclamação formal à AIEA por sua omissão diante dos repetidos ataques contra a usina de Bushehr

Exorta a agência nuclear da ONU a adotar uma postura "firme e contundente" e a condenar os ataques

Arquivo - 2 de novembro de 2025, Teerã, Irã: MOHAMMAD ESLAMI, da Organização de Energia Atômica do Irã, discursa durante uma visita com o presidente iraniano às instalações nucleares do país em Teerã. Durante a visita à Organização de Energia Atômica (AEO
Europa Press/Contacto/Iranian Presidency

MADRID, 6 abr. (EUROPA PRESS) -

As autoridades do Irã apresentaram um protesto “formal” ao diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Grossi, por sua inércia diante dos repetidos ataques contra a usina nuclear de Bushehr, na costa sul do país.

O diretor da Organização para a Energia Atômica do Irã (OEAI), Mohamed Eslami, denunciou em uma carta dirigida a Grossi o ataque ocorrido no sábado contra o perímetro da usina, que causou a morte de um membro da equipe de segurança, danos a uma instalação vizinha e deixou vários outros feridos.

Eslami criticou, assim, o fato de Grossi ter se limitado a expressar sua “profunda preocupação” com o ataque à usina, sem condenar claramente tais atos, alertando que essa inércia por parte da AIEA poderia encorajar os “agressores” a empreender novos ataques contra a região, conforme noticiado pela agência de notícias Tasnim.

Nesse sentido, instou o diretor-geral da agência nuclear das Nações Unidas a adotar uma postura “firme e contundente” e a condenar os ataques contra as instalações nucleares, cumprindo assim suas responsabilidades estatutárias.

Este incidente registrado no sábado — o quarto ataque contra a usina — coloca em risco a integridade do reator e poderia resultar em uma potencial liberação de materiais radioativos para o exterior, o que acarreta consequências “graves” para a população, o meio ambiente e até mesmo os países vizinhos, argumentou na carta.

Grossi expressou no sábado “profunda preocupação com o incidente” e disse que “as usinas nucleares ou as áreas adjacentes nunca devem ser atacadas”. “Reiterando o apelo à máxima moderação para evitar o risco de um acidente nuclear, ele ressalta novamente a importância primordial de aderir aos sete pilares para garantir a segurança nuclear durante um conflito”, sinalizou a AIEA nas redes sociais.

Por sua vez, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, descreveu a agressão contra a usina — onde trabalhavam pelo menos 200 cidadãos russos — como uma ação “ilegal e irresponsável” e como “uma mancha indelével na reputação internacional” dos agressores, uma vez que ignoraram que tanto Bushehr quanto outras instalações nucleares iranianas estão “sujeitas às garantias da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA)”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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