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MADRID 6 abr. (EUROPA PRESS) -
O governo iraniano apresentou uma contraproposta aos Estados Unidos na qual rejeita um cessar-fogo parcial, propõe uma solução de longo prazo, o fim das sanções e um novo protocolo para a passagem pelo Estreito de Ormuz, tudo isso quando expirar o prazo dado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para lançar ataques massivos contra estruturas civis iranianas, caso Teerã não chegue a um acordo que inclua a reabertura da passagem de Ormuz.
A agência de notícias oficial iraniana, IRNA, informou que Teerã enviou o texto por meio do Paquistão, que atua como mediador nas conversas indiretas com Washington.
Trata-se de um documento de dez pontos no qual se invocam experiências anteriores para rejeitar um cessar-fogo e defender a necessidade de um fim permanente da guerra, respeitando o que o Irã considera seus próprios direitos.
Entre as exigências iranianas relatadas pela IRNA estão o fim do conflito na região em geral, um protocolo para a passagem segura pelo estreito de Ormuz, a reconstrução do país e o levantamento das sanções.
O Irã responde assim à proposta norte-americana, não oficial e apresentada por canais diplomáticos indiretos para pôr fim à guerra.
As autoridades iranianas têm insistido que os Estados Unidos e Israel devem cessar a “agressão e os assassinatos” contra o Irã, além de mecanismos concretos para que o ataque contra Teerã não se repita, bem como reparações de guerra e o reconhecimento por todos os atores internacionais da autoridade iraniana sobre o Estreito de Ormuz.
Ambas as partes mantêm contatos indiretos não oficiais, e o Paquistão chegou a se oferecer para “sediar” algumas “conversas significativas”. Juntamente com o Paquistão, outros atores, como a Turquia e Omã, intensificaram os contatos diplomáticos para tentar pôr fim ao conflito armado.
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