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MADRID 27 abr. (EUROPA PRESS) -
As autoridades do Irã apontaram para as “cartas” que ainda têm na manga caso haja uma retomada da ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra o país, depois que o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou em várias ocasiões que Teerã não tem nada em mãos para negociar um acordo vantajoso e exigiu que o país aceite seus termos para chegar a um acordo.
“Eles se gabam de suas cartas. Vamos ver. Cartas de oferta são cartas de exigências”, afirmou o presidente do Parlamento iraniano, Mohamed Baqer Qalibaf, que indicou que o Irã “jogou parcialmente” suas cartas no estreito de Ormuz e que ainda não ativou suas opções sobre o estreito de Bab el Mandeb e os oleodutos.
Assim, ele observou que os Estados Unidos, por sua vez, “já jogaram” a carta da liberação de reservas estratégicas, enquanto “jogaram parcialmente” a “exigência de destruição” e poderiam ser forçados a novos “ajustes de preços”. “Acrescentem as férias de verão, a menos que queiram cancelá-las nos Estados Unidos”, ironizou em uma mensagem nas redes sociais.
Qalibaf fez assim referência aos potenciais custos políticos e econômicos de um aumento ainda maior dos preços dos combustíveis e da energia caso o conflito continue, tal como se viu com as restrições impostas pelo Irã no estreito de Ormuz como parte de sua resposta à ofensiva lançada de surpresa em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel contra o país asiático.
A mensagem de Qalibaf, um dos membros da delegação iraniana de negociação, foi publicada em meio às tensões diplomáticas entre os Estados Unidos e o Irã e à ausência de confirmação sobre uma segunda reunião presencial para tentar avançar com um acordo, após uma primeira reunião na capital do Paquistão, Islamabad, e após a prorrogação por Trump do cessar-fogo acordado em 8 de abril.
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