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MADRID, 26 mar. (EUROPA PRESS) -
O presidente do Parlamento do Irã, Mohamed Baqer Qalibaf, elogiou nesta quinta-feira o fato de o partido-milícia xiita Hezbollah ter lançado até 87 ataques “em uma única noite” em território libanês contra alvos do Exército israelense, no âmbito da ofensiva iniciada por Israel no último dia 2 de março.
“Antes do início da guerra, eu disse em uma entrevista que o Hezbollah estava mais vivo do que nunca; hoje, as operações relâmpago e os contínuos ataques de alta qualidade que infligiram grandes perdas ao equipamento e às forças do inimigo sionista (demonstram isso)”, afirmou em uma mensagem divulgada nas redes sociais.
Qalibaf afirmou assim que "o Hezbollah é o orgulho do Islã". "Saibam que uma infinidade de surpresas os espera, portanto, fiquem atentos", afirmou, sem dar mais detalhes a respeito.
As autoridades libanesas elevaram para cerca de 1.100 o número de mortos devido à onda de bombardeios e operações terrestres lançadas por Israel em resposta ao lançamento de projéteis pelo Hezbollah, em vingança pelo assassinato do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, na ofensiva lançada em 28 de fevereiro, em conjunto com os Estados Unidos, contra o país asiático.
Israel já havia lançado, nos últimos meses, dezenas de bombardeios contra o Líbano, apesar do cessar-fogo alcançado em novembro de 2024, argumentando que age contra as atividades do Hezbollah e assegurando que, por isso, não viola o pacto, embora tanto as autoridades libanesas quanto o grupo tenham se mostrado críticos em relação a essas ações, igualmente condenadas pelas Nações Unidas.
IRÃ DENUNCIA O “DUPLO PADRÃO” DOS EUA
Por outro lado, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, afirmou que “os Estados Unidos apoiaram o bloqueio israelense” da Faixa de Gaza, “cortando a ajuda” sob o pretexto da segurança, embora “condenem o Irã por se defender no Estreito de Ormuz”.
"Dois pesos e duas medidas: os crimes de Israel são aceitáveis, enquanto a defesa do Irã contra os agressores é condenada. O Direito Internacional não é um instrumento de conveniência", precisou o ministro em uma mensagem divulgada nas redes sociais.
O Irã confirmou em seu último balanço mais de 1.500 mortos pela ofensiva de Israel e dos Estados Unidos, embora a organização não governamental Human Rights Activists in Iran, com sede nos Estados Unidos, tenha elevado o número para mais de 3.000 mortos.
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