OFICINA DEL LÍDER SUPREMO DE IRÁN
Ele afirma que “algumas embarcações” tentam atravessar, mas as forças iranianas interceptam “a maioria” e, de qualquer forma, Teerã não pretende afundá-las “por motivos ambientais”
MADRI, 7 set. (EUROPA PRESS) -
O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Mohsen Rezaei, anunciou, com vistas aos “próximos dias”, a criação de uma “nova zona proibida” próxima ao Estreito de Ormuz, local que, reiterou, permanece “completamente fechado”, ao mesmo tempo em que advertiu sobre a imposição de sanções contra aqueles que tentarem violar suas restrições.
“Nos próximos dias, anunciaremos uma nova zona proibida que abrange a distância entre a linha de bloqueio dos Estados Unidos e os portos de carga”, especificou o líder iraniano em entrevista à radiotelevisão estatal, IRIB, na qual advertiu que “qualquer navio que zarpar de qualquer um dos dois lados do Estreito de Ormuz e tiver a intenção de navegar em direção ao estreito — sem coordenação com Teerã — será incluído na lista de sanções do Irã”.
Da mesma forma, Rezaei classificou como “grande mentira” a afirmação dos Estados Unidos de que o Estreito de Ormuz está aberto, uma vez que, como ele ressaltou, “antes de ser fechado, circulavam mais de 100 navios transportando mais de 100 milhões de toneladas de mercadorias, mas agora circulam, no máximo, entre sete e oito navios que transportam produtos iranianos essenciais”.
“O Estreito de Ormuz está completamente fechado e a afirmação dos Estados Unidos de que navios e petroleiros podem atravessá-lo é uma grande mentira. É claro que eles contam com medidas para atravessar o caminho rochoso de Omã, pelo qual alguns navios tentam passar navegando em silêncio, embora a maioria acabe sendo interceptada; e, é claro, atualmente não temos planos de afundar esses navios por motivos ambientais”, refletiu a autoridade iraniana.
Em relação ao bloqueio imposto por Washington, o secretário do Conselho de Segurança negou que isso venha a provocar uma fome, pois, segundo ele, a cúpula governamental iraniana “já previu isso” e, portanto, as reservas de produtos básicos e matérias-primas “estão totalmente abastecidas”, enquanto a venda de petróleo “continua”.
“Aproveitamos a oportunidade que nos oferece o memorando de entendimento e retiramos da região entre 70 e 80 milhões de barris de petróleo que haviam sido produzidos e acumulados anteriormente, e os estamos vendendo”, afirmou, acrescentando que estão ativando “corredores terrestres” para evitar depender exclusivamente do comércio marítimo.
Por fim, Rezaei referiu-se à rota acordada com Omã no Estreito de Ormuz para destacar que esse “novo corredor internacional administrado pelo Irã (e) acordado com os omanis será anunciado nos próximos dias”.
Vale lembrar que as autoridades de Omã e do Irã chegaram a um acordo no final do mês de agosto passado para estabelecer um “plano em fases” para a gestão do tráfego em Ormuz, com o objetivo de garantir “sua soberania e seus direitos soberanos” sobre o enclave, conforme anunciaram na época Mascate e Teerã.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático