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MADRID 18 mar. (EUROPA PRESS) -
As autoridades iranianas anunciaram nesta quarta-feira a prisão de mais de 70 pessoas por sua ligação com “grupos terroristas”, ligados à oposição e simpatizantes da monarquia, na província de Elburz, no norte do país.
O órgão de inteligência da Guarda Revolucionária na província de Elburz anunciou a prisão de 75 pessoas por sua suposta ligação com grupos “terroristas”, opositores e simpatizantes da monarquia, segundo informou a agência semioficial iraniana Tasnim, próxima a esse órgão militar.
Segundo essas informações, alguns dos detidos são acusados de terem queimado imagens e insultado o falecido líder supremo iraniano Ali Khamenei, morto durante o primeiro dia da ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra a República Islâmica. Também foram presos “instigadores” nas redes sociais e membros de um grupo de hackers que se conectavam à Internet por meio de satélites Starlink.
Essas novas detenções se somam às de terça-feira, quando as autoridades iranianas anunciaram a prisão de dez estrangeiros por supostas atividades de espionagem no nordeste do país, antes de afirmar que vários deles planejavam realizar ataques.
Esta nova série de detenções ocorre em meio à ofensiva de Israel e dos Estados Unidos, no âmbito da qual as autoridades iranianas confirmaram, em seu último balanço, mais de 1.200 mortos, embora a organização não governamental Human Rights Activists in Iran, com sede nos Estados Unidos, tenha elevado no domingo para mais de 3.000 o número de mortos, em sua maioria civis.
A ofensiva foi lançada em meio a um novo processo de negociações entre os Estados Unidos e o Irã para tentar chegar a um novo acordo nuclear, o que levou Teerã a responder atacando território israelense e interesses americanos na região do Oriente Médio, incluindo bases militares.
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