MADRID 19 mar. (EUROPA PRESS) -
As autoridades do Irã anunciaram nesta quinta-feira a prisão de cerca de cem “elementos traidores” por suas supostas ligações com Israel, em meio à ofensiva lançada de surpresa em 28 de fevereiro por Israel e pelos Estados Unidos contra o país asiático, em pleno processo de negociações entre Teerã e Washington para tentar chegar a um novo acordo nuclear.
O Ministério da Inteligência iraniano indicou que essas 97 pessoas detidas “pretendiam causar o caos e cometer assassinatos”, antes de ressaltar que agiam “sob a orientação do inimigo sionista-americano”, conforme informou a rede de televisão pública iraniana, IRIB. “Eles foram detidos e presos com armas de fogo e munição”, destacou.
Além disso, ressaltou que cinco “células de mercenários armados” foram desmanteladas na província de Juzestão, enquanto treze “espiões” foram detidos em Sistão e Baluchistão. “Essas operações ferozes contra traidores e mercenários apoiados pelo inimigo americano-sionista foram realizadas em memória do mártir ministro da Inteligência, Esmaeil Jatib”, concluiu.
As autoridades iranianas confirmaram na quarta-feira a morte de Jatib em um bombardeio israelense contra a capital, Teerã, horas depois de Israel anunciar seu assassinato, que se soma a outras figuras de destaque como o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei; o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani; e o ministro da Defesa, Aziz Nasirzadeh.
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