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MADRID 22 out. (EUROPA PRESS) -
O Ministério das Relações Exteriores do Irã anunciou nesta quarta-feira que Mahdié Esfandiari, cidadão iraniano detido na França há mais de sete meses sob a acusação de terrorismo nas redes sociais, foi libertado "condicionalmente".
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baqaei, saudou a decisão de um juiz francês sobre a detenção de Esfandiari, uma mulher iraniana de 35 anos, professora universitária que vive em Lyon há oito anos.
Ele também indicou em uma coletiva de imprensa que o Ministério das Relações Exteriores continuará seus esforços para garantir que a cidadã iraniana seja "completamente libertada e devolvida ao seu país de origem". Teerã já havia aludido que ela havia sido detida por expressar apoio ao "povo palestino oprimido" nas mídias sociais.
As autoridades francesas não confirmaram a decisão do tribunal. Isso ocorre depois que o governo francês criticou, na última quinta-feira, a sentença imposta por um tribunal iraniano contra os cidadãos franceses Cécile Kohler e Jacques Paris, presos em 2022 e acusados de espionagem para os serviços de inteligência franceses e de realizar trabalhos de espionagem em nome de Israel e da França.
Teerã disse que há "a vontade necessária" para concluir um acordo de troca de prisioneiros, apontando para a possibilidade de Kohler e Paris fazerem parte desse processo. "Estamos acompanhando essa questão com seriedade", disse Baqaei na segunda-feira.
As autoridades francesas pediram repetidamente ao Irã que libertasse os detentos mantidos em solo iraniano e denunciaram as acusações contra eles como infundadas, enquanto Teerã disse que não tem nenhum papel a desempenhar e defendeu a independência do aparato judicial do país.
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