Iranian Army Office / Zuma Press / Europa Press
MADRID 9 set. (EUROPA PRESS) -
A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã anunciou na madrugada desta quarta-feira um ataque com mísseis contra um hangar americano na base militar de Al Azraq, na Jordânia, e contra dois contratorpedeiros americanos, aos quais afirmou ter causado “danos consideráveis”, justificando ambas as operações como uma resposta às “ações agressivas” dos Estados Unidos contra “petroleiros e navios iranianos”.
“A Força Aeroespacial da Guarda Revolucionária Islâmica submeteu a base norte-americana de Al Azraq, na Jordânia, a ataques ferozes com mísseis durante a operação de punição ao agressor, denominada ‘Yahida Karrar’”, anunciou o órgão militar em um comunicado.
Especificamente, a instituição militar afirmou ter desferido um “ataque contundente com mísseis balísticos de combustível sólido e líquido” contra um “hangar de manutenção, preparação e mobilização de caças F-35, F-16 e F-15, bem como o abrigo das aeronaves, causando graves danos ao inimigo”.
Pouco depois, a Guarda Revolucionária anunciou um segundo ataque “com potentes mísseis balísticos contra os contratorpedeiros de combate DDG-119 e DDG-53”, números de série correspondentes aos navios da Marinha dos Estados Unidos USS Delbert D. Black e USS John Paul Jones.
O órgão justificou essas operações como “resposta às ações agressivas e ao assédio mal-intencionado contra petroleiros e navios iranianos”, em sintonia com a ameaça proferida poucas horas antes pelo chefe do Estado-Maior Geral das Forças Armadas iranianas, Ali Abdolahi, que anunciou que “qualquer ataque contra petroleiros iranianos fará com que as Forças Armadas da República Islâmica do Irã tenham como alvo as bases americanas na região”.
De fato, as retaliações iranianas ocorreram logo após o Exército dos Estados Unidos ter reivindicado a destruição de cinco petroleiros iranianos em retaliação a ataques contra um de seus navios, que, segundo Washington, teria conseguido se esquivar deles.
Dessa forma, os navios petroleiros da região parecem ter se tornado alvos mais frequentes e evidentes de ataques por parte de ambos os exércitos, pois, além dos bombardeios lançados pelos Estados Unidos, a Guarda Revolucionária Islâmica instou, na tarde desta mesma segunda-feira, as tripulações dos petroleiros ancorados ou atracados em portos do Kuwait e do Bahrein a abandonarem “imediatamente” as embarcações, pois “serão alvo de ataques”.
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