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MADRID, 10 jun. (EUROPA PRESS) -
A Guarda Revolucionária do Irã reivindicou, na madrugada desta quarta-feira, o lançamento de uma onda de ataques com drones contra bases americanas localizadas no Bahrein e em outros pontos do Oriente Médio, em uma ação que classificou como “retaliação” pelas agressões perpetradas nas últimas horas pelos Estados Unidos contra diversos enclaves da República Islâmica.
Especificamente, os ataques foram lançados contra a sede da Quinta Frota da Marinha dos Estados Unidos localizada no Bahrein, conforme informou a agência de notícias Tasnim, próxima à Guarda Revolucionária do Irã.
Esses ataques, argumentou a força militar do país asiático, fazem parte de uma operação para enfrentar as “atrocidades” e o “assédio” do Exército “terrorista” dos Estados Unidos “contra os habitantes do sul do país”.
Por sua vez, o Ministério do Interior do Bahrein alertou, em uma mensagem nas redes sociais, sobre a ativação das sirenes em seu território, ao mesmo tempo em que instou cidadãos e residentes a manterem a calma e se dirigirem a locais seguros.
Na mesma linha, pelo mesmo canal, o Estado-Maior do Exército do Kuwait indicou que seus sistemas de defesa aérea “estão respondendo neste momento” a “alvos aéreos hostis”, depois que Teerã também anunciou ataques contra a base aérea de Ali Al Salem.
Esses lançamentos de drones ocorrem logo após o Comando Central do Exército dos Estados Unidos ter anunciado ataques “com munição de precisão” contra diversos pontos estratégicos do Irã, próximos ao estreito de Ormuz, alegando que se trata de uma ação “em legítima defesa” após um helicóptero militar ter caído perto desse mesmo ponto estratégico, um incidente qualificado como “derrubada” pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
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