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MADRID 5 ago. (EUROPA PRESS) -
O Ministério das Relações Exteriores do Irã confirmou nesta quarta-feira que o acordo com Omã para gerenciar o tráfego marítimo no estratégico Estreito de Ormuz está em sua “fase final de revisão” e instou as partes envolvidas a “não obstruírem” os trabalhos de elaboração do texto.
“Chegou-se a um entendimento sobre as coordenadas geográficas da rota prevista pelas partes e, se nenhum terceiro obstruir o trabalho nesse sentido, a declaração conjunta de ambos os países, que inclui as principais considerações e pontos de acordo, já se encontra na fase final de revisão e redação”, anunciou o porta-voz do Ministério, Esmaeil Baqaei.
No entanto, ele observou durante uma coletiva de imprensa que o acordo entre as partes “não significa que o estreito será seguro”, pois “persistem os fatores” de insegurança, causados pelo “bloqueio naval e outras ações agressivas e ameaçadoras” por parte dos Estados Unidos.
Em resposta a uma pergunta sobre a possibilidade de o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi, ou o presidente do Parlamento iraniano, Mohamad Baqer Qalibaf, viajarem para o Paquistão ou o Catar no final da semana, o porta-voz afirmou que não há viagens previstas.
“Não temos planos de realizar visitas a esses países. É claro que o Paquistão e o Catar continuam seus esforços para diminuir as tensões, e a República Islâmica mantém contato e consultas com eles”, argumentou, segundo informou a agência de notícias IRNA.
O Estreito de Ormuz, situado no centro do conflito no Oriente Médio, tem sido objeto de conversações nos últimos dias entre o Irã e Omã. Ainda nesta semana, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mostrou-se otimista quanto à possibilidade de se chegar a um acordo para a reabertura do estreito.
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