Publicado 01/06/2026 20:49

O Irã ameaça suspender o processo de negociação se Israel não cessar seus ataques contra o Líbano

Archivo - Arquivo - TEERÃ, 28 de novembro de 2024  -- O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, responde a uma pergunta durante uma coletiva de imprensa em Teerã, Irã, em 27 de novembro de 2024. A COMPLEMENTAR: "Irã está determinado a p
Europa Press/Contacto/Shadati - Arquivo

MADRID 2 jun. (EUROPA PRESS) -

O presidente do Parlamento iraniano, Mohamad Baqer Qalibaf, advertiu nesta segunda-feira que, se Israel não parar de atacar o Líbano, Teerã suspenderá o processo de negociação para pôr fim ao conflito desencadeado pela ofensiva lançada pelas forças israelenses e americanas contra a República Islâmica em 28 de fevereiro.

“Se a agressão israelense contra o Líbano continuar, não apenas suspenderemos o processo de negociação, mas também enfrentaremos diretamente o inimigo”, destacou Qalibaf em uma mensagem publicada nas redes sociais, referindo-se a uma conversa mantida com seu homólogo no Líbano, Nabih Berri.

Essas declarações do líder iraniano, nas quais ele também defendeu a “irmandade” entre o povo libanês e o iraniano, foram feitas horas depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter anunciado que Israel não atacará, afinal, a capital libanesa, Beirute, após ter mantido uma conversa “muito produtiva” com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

“Tive uma conversa muito produtiva com o primeiro-ministro ‘Bibi’ Netanyahu de Israel e não haverá tropas indo para Beirute, e as tropas que estavam a caminho já estão voltando”, indicou o inquilino da Casa Branca em uma mensagem publicada nas redes sociais, na qual também afirmou ter mantido um diálogo por telefone com membros do partido-milícia xiita libanês, Hezbollah, que “concordaram em parar de atirar”. “Israel não os atacará e eles não atacarão Israel”, acrescentou.

Horas antes, o magnata republicano garantiu que “não há problema” se o Irã suspender as negociações, argumentando em declarações à rede NBC News que isso seria “algo lógico”, já que, em sua opinião, “eles são melhores negociadores do que combatentes”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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