Publicado 21/04/2026 23:52

O Irã ameaça os países do Oriente Médio com a possibilidade de abandonar o petróleo caso sofra ataques a partir de seus territórios

Archivo - Arquivo - 2 de março de 2026, Paquistão, Peshawar: A bandeira nacional iraniana hasteada a meio mastro no centro cultural iraniano Khana-e-Farhang, após o assassinato do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei. Foto: Hussain Ali/ZUMA Pres
Hussain Ali/ZUMA Press Wire/dpa - Arquivo

MADRID 22 abr. (EUROPA PRESS) -

As autoridades iranianas alertaram nesta terça-feira os países vizinhos da região do Oriente Médio de que, caso sofram ataques a partir de seus territórios, dirão “adeus à produção de petróleo”, logo após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter anunciado a prorrogação do cessar-fogo acordado entre Washington e Teerã no início de abril.

“Os vizinhos do sul do Irã devem saber que, se seus territórios e instalações forem utilizados a serviço dos inimigos — em alusão aos Estados Unidos e a Israel como países que lançaram uma ofensiva contra a República Islâmica em 28 de fevereiro — para atacar a nação iraniana, terão que dizer adeus à produção de petróleo no Oriente Médio”, destacou o comandante da Força Aeroespacial da Guarda Revolucionária Iraniana, Seyed Mayid Musaví, em declarações divulgadas pela agência de notícias Tasnim, próxima à Guarda.

Embora Teerã não tenha especificado nenhum país nesta declaração, Estados da região como Jordânia, Bahrein, Kuwait, Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos foram alvo, antes da declaração de cessar-fogo entre Teerã e Washington, de ataques lançados pela República Islâmica como retaliação à ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra um Irã que respondeu atacando território israelense e interesses americanos na região.

Tanto é assim que, no início de março, todos eles, juntamente com os Estados Unidos, divulgaram um comunicado conjunto no qual condenavam “veementemente” os ataques perpetrados pelo Irã contra “territórios soberanos da região”, classificando tais represálias como “injustificadas”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contador

Contenido patrocinado