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MADRID, 26 jun. (EUROPA PRESS) -
O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Qaribabadi, alertou nesta sexta-feira que a passagem segura pelo Estreito de Ormuz não está garantida sem coordenação com Teerã, criticando o estabelecimento de “rotas paralelas” à margem da República Islâmica.
“A passagem segura pelo Estreito de Ormuz não pode ser garantida por meio de acordos ambíguos, rotas paralelas ou decisões tomadas sem levar em conta as considerações do Irã como Estado ribeirinho”, afirmou ele em uma mensagem nas redes sociais, na qual adverte que o tráfego pelo estratégico estreito deve ocorrer em coordenação com as autoridades iranianas.
Nesse sentido, Qaribabadi indicou que qualquer “estrutura confiável” para retomar a navegação pelo Estreito de Ormuz “deve basear-se na coordenação com o Irã e nas disposições do memorando de entendimento de Islamabad”. Caso contrário, o vice-ministro das Relações Exteriores iraniano ressalta que “a rota paralela designada será suspensa”.
Um navio de carga foi atingido por um projétil nesta quinta-feira na costa de Omã, segundo informou o Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO), vinculado à Marinha britânica. Pouco depois, a Organização Marítima Internacional (OMI) anunciou a suspensão do plano de evacuação de 11 mil marinheiros que continuam retidos nas águas do Estreito de Ormuz após o “ataque” registrado no Golfo de Omã contra um navio “que não navegava sob a égide do quadro de evacuação da OMI”.
Justamente a gestão do Estreito de Ormuz está sendo objeto de debate entre o Irã e Omã, país que afirmou nesta mesma quinta-feira que não cobrará pelo tráfego marítimo, após ter discutido com as autoridades iranianas a imposição de pedágios às embarcações que desejarem atravessar esse ponto estratégico.
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