Publicado 20/05/2026 13:06

O Irã alerta que os EUA “pretendem iniciar uma nova guerra”, apesar de manterem a “pressão política e econômica”

Archivo - Arquivo - O presidente do Parlamento do Irã, Mohamed Baqer Qalibaf.
Europa Press/Contacto/Shadati - Arquivo

Exército de Israel em "alerta máximo" diante do recrudescimento das tensões entre Washington e Teerã

MADRID, 20 maio (EUROPA PRESS) -

As autoridades do Irã alertaram nesta quarta-feira que o governo dos Estados Unidos está “buscando iniciar uma nova guerra”, apesar de manter sua “pressão política e econômica” na região, ao mesmo tempo em que garantiram que o país “está preparado” para uma nova ofensiva, caso ela venha a ocorrer.

O presidente do Parlamento do Irã, Mohamed Baqer Qalibaf, indicou que “as manobras do inimigo, tanto públicas quanto privadas, mostram que, apesar da pressão, ele não abandonou seus objetivos militares e está esperando para iniciar uma nova guerra”, segundo informações coletadas pela agência de notícias iraniana Tasnim.

“Pudemos testemunhar um cessar-fogo na frente militar por quase um mês, mas os movimentos do inimigo mostram que, paralelamente à sua pressão econômica e política, ele não deixou de lado seus objetivos militares”, esclareceu, ao mesmo tempo em que enfatizou que o Irã “deve reforçar suas capacidades para dar uma resposta contundente a qualquer novo ataque que ocorra”.

Além disso, ele afirmou que “o Irã nunca cederá à intimidação”, mesmo que Washington “continue buscando a capitulação da nação iraniana”.

EXÉRCITO DE ISRAEL EM “ALERTA MÁXIMO”

Por sua vez, o Exército israelense afirmou estar em “alerta máximo” diante de “novas ameaças” entre Teerã e Washington, que continuam sem chegar a um acordo, embora tenha assegurado ter conseguido “enfraquecer o Irã e todo o seu sistema de apoio de forma sistemática e metódica”.

O chefe das Forças Armadas, Eyal Zamir, indicou durante uma reunião com os principais comandantes israelenses que as forças do país estão “preparadas para qualquer tipo de evento”, segundo um comunicado.

A tensão continua aumentando, apesar de os Estados Unidos e o Irã estarem imersos em um processo de diálogo. As divergências nas posições têm impedido, até o momento, a realização de uma segunda reunião em Islamabad, capital do Paquistão, que sediou um primeiro encontro presencial após o acordo de cessar-fogo firmado em 8 de abril, prorrogado desde então sem prazo determinado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

O bloqueio do estreito de Ormuz e o recente ataque e apreensão de navios iranianos na zona por forças americanas têm sido um dos motivos invocados por Teerã para não comparecer a Islamabad, uma vez que considera que essas ações constituem uma violação do cessar-fogo que impede o processo de diálogo. Apesar disso, ambos os países mantêm seus contatos por meio da mediação paquistanesa.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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