Iranian Foreign Ministry/ZUMA Pr / DPA - Arquivo
MADRID 15 jul. (EUROPA PRESS) -
O governo do Irã considerou que a “lista de crimes” dos Estados Unidos “não para de crescer”, ao mesmo tempo em que ressaltou a “determinação” de Teerã de “buscar justiça” com o objetivo de “processar e punir os autores” desses crimes, após as últimas ondas de ataques trocados entre Washington e a República Islâmica no Oriente Médio.
“A lista de crimes dos Estados Unidos contra os iranianos não para de crescer e, a cada dia que passa, os Estados Unidos revelam uma nova faceta de seu ódio contra o Irã”, afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baqaei, em uma mensagem publicada nas redes sociais.
Nesse sentido, ele lamentou que, em um ataque perpetrado na terça-feira pelo Exército dos Estados Unidos contra um posto de segurança localizado na pequena localidade de Seyed Jozar, no condado de Hayi Abad, no norte de Hormozgán, pelo menos três pessoas tenham perdido a vida.
“Este é apenas o mais recente exemplo dos crimes de guerra atrozes cometidos pelos Estados Unidos nos últimos quatro meses e meio”, afirmou Baqaei, lembrando ataques como o perpetrado contra uma escola em Minab, no qual morreram mais de cem alunas.
A esse respeito, o porta-voz iraniano destacou que “cada novo crime” reforça “a determinação dos iranianos em buscar justiça e em processar e punir os autores e responsáveis por esses crimes”.
As declarações de Baqaei ocorrem em uma semana marcada por vários dias consecutivos de ataques recíprocos entre os Estados Unidos e o Irã no Oriente Médio, além do anúncio feito pelos Estados Unidos da imposição de um bloqueio aos portos iranianos na região do estratégico Estreito de Ormuz, cuja entrada em vigor foi marcada para as 22h de terça-feira (horário da Península Ibérica).
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