Publicado 20/03/2026 04:58

O Irã alerta para "consequências devastadoras" para o mundo caso não se tome medidas contra o "terrorismo de Estado" de Israel

Pezeshkian afirma que o assassinato do aiatolá Ali Khamenei "abre um precedente nas disputas internacionais"

Archivo - Arquivo - O presidente do Irã, Masud Pezeshkian
MEHDI BOLOURIAN / PRESIDENCIA IRÁN - Arquivo

MADRID, 20 mar. (EUROPA PRESS) -

O presidente do Irã, Masud Pezeshkian, alertou para "consequências devastadoras" para o mundo caso a comunidade internacional não reaja ao "terrorismo de Estado" que "caracteriza" Israel, em meio à ofensiva norte-americana-israelense, lançada em 28 de fevereiro contra o país asiático.

“O regime sionista é caracterizado pelo terrorismo de Estado. No entanto, a agressão norte-americana contra o Irã e o assassinato do líder mártir estabelecem um precedente nas disputas internacionais que destruirá as normas jurídicas globais”, afirmou, em referência ao assassinato do líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei.

“Se o mundo não se mantiver firme, as consequências serão devastadoras”, declarou Pezeshkian por meio de uma breve mensagem publicada em suas redes sociais.

As autoridades do Irã confirmaram, em seu último balanço, mais de 1.200 mortos pela ofensiva de Israel e dos Estados Unidos, embora a organização não governamental Human Rights Activists in Iran, com sede nos Estados Unidos, tenha elevado para mais de 3.000 o número de mortos, em sua maioria civis.

Entre os mortos estão figuras de destaque como Jamenei, o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Alí Lariyani; e os ministros da Defesa e da Inteligência, Aziz Nasirzadé e Esmaeil Jatib, respectivamente, bem como altos cargos das Forças Armadas e de outros órgãos de segurança.

A ofensiva foi lançada em meio a um novo processo de negociações entre os Estados Unidos e o Irã para tentar chegar a um novo acordo nuclear, o que levou Teerã a responder atacando território israelense e interesses americanos na região do Oriente Médio, incluindo bases militares.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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