Publicado 16/04/2026 02:42

O Irã alerta a China de que o bloqueio do Estreito de Ormuz pelos EUA "agravará" a situação no Oriente Médio

Pequim exige o restabelecimento da “liberdade de navegação e da segurança” no estreito estratégico

Um contratorpedeiro da Marinha dos Estados Unidos destacado para a missão de bloqueio do Estreito de Ormuz empreendida por Washington
CENTCOM EN X

MADRID, 16 abr. (EUROPA PRESS) -

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, alertou nesta quarta-feira que o bloqueio dos Estados Unidos no Estreito de Ormuz e suas ações “provocativas” “agravarão” a situação na região, durante uma conversa telefônica com seu homólogo chinês, Wang Yi.

“Ao descrever os últimos acontecimentos na região após o cessar-fogo, (Araqchi) alertou sobre as consequências perigosas das posições e ações provocadoras dos Estados Unidos no Golfo Pérsico e no Estreito de Ormuz, que agravarão a situação na região”, diz o resumo da conversa divulgado pelo próprio chefe da diplomacia iraniana em suas redes sociais.

Durante esse diálogo, Araqchi destacou “a decisão responsável da China e da Rússia de se oporem à resolução irracional e unilateral proposta pelos Estados Unidos no Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre os acontecimentos regionais”, uma posição duramente criticada por Washington em relação a um texto que instava o Irã a “parar de atacar o Golfo (Pérsico), deixar de ameaçar seus vizinhos e reabrir o Estreito de Ormuz”.

O chefe da diplomacia iraniana, por outro lado, considerou que a postura de Moscou e Pequim “foi eficaz para impedir a escalada das tensões”.

Seu homólogo chinês, por sua vez, reiterou o apoio da República Popular “ao Irã na salvaguarda de sua soberania, segurança e dignidade nacional”, segundo o comunicado divulgado pelo Ministério que dirige.

“A situação atual atingiu uma fase crítica de transição da guerra para a paz, e abre-se uma oportunidade para a paz”, diz o texto, que esclarece que “a China apoia a manutenção do impulso do cessar-fogo e das negociações, o que redunda no interesse fundamental do povo iraniano e é também a aspiração comum dos países da região e da comunidade internacional”.

Além disso, Wang afirmou que “a soberania, a segurança e os direitos e interesses legítimos do Irã como Estado ribeirinho do Estreito de Ormuz devem ser respeitados e protegidos”, ao mesmo tempo em que destacou que “a liberdade de navegação e a segurança no estreito internacional devem ser garantidas”, após os Estados Unidos terem mobilizado sua Marinha para bloquear a passagem estratégica onde as próprias autoridades iranianas restringiam o tráfego até a entrada do cessar-fogo entre Washington e Teerã.

Nesse contexto, o ministro das Relações Exteriores chinês alegou que “os esforços para restabelecer a navegação normal no estreito constituem um apelo unânime da comunidade internacional”.

“A China está disposta a continuar promovendo a distensão, facilitando a melhoria das relações entre os países da região e desempenhando um papel construtivo para alcançar, em última instância, uma paz e estabilidade duradouras no Oriente Médio”, concluiu.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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