Iranian Foreign Ministry/ZUMA Pr / DPA - Arquivo
MADRID 27 jul. (EUROPA PRESS) -
As autoridades iranianas afirmaram que há uma troca de mensagens com os Estados Unidos, embora tenham ressaltado que sua “prioridade” no momento é “defender” sua “soberania” e “integridade territorial” e proteger seu povo “dos crimes de guerra que estão sendo cometidos” pelos Estados Unidos.
“Eles — os americanos — estão trocando mensagens, mas, para o Irã, a prioridade na situação atual é defender nossa soberania e integridade territorial e proteger nosso povo desses crimes de guerra que os Estados Unidos estão cometendo”, afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmail Baqaei, em entrevista à emissora austríaca ORF, divulgada pela agência iraniana ISNA.
Em seguida, o porta-voz esclareceu suas declarações, precisando que, embora “os mediadores estejam ocupados fazendo seu trabalho”, para a cúpula do poder da República Islâmica — que, segundo ele, “está sendo bombardeada e atacada”, a “prioridade principal” é “defender o Irã”.
“Os mediadores, entre eles o Paquistão e o Catar, estão ativos e trocando mensagens entre as partes”, indicou o alto funcionário, enfatizando que, embora o Irã “nunca tenha se recusado a sentar à mesa de negociações”, também não aceitará uma negociação “cujo objetivo seja ditar ou impor exigências”.
Por outro lado, Baqaei classificou os últimos ataques perpetrados pelo Exército dos Estados Unidos contra o território iraniano como “uma continuação da guerra ilegal” desencadeada no último dia 28 de fevereiro, após a ofensiva conjunta lançada por Washington e Israel contra Teerã.
“Fomos testemunhas de um cessar-fogo. Entramos no processo de negociação de boa-fé, tanto para o bem do nosso próprio povo quanto para garantir a segurança da região e do mundo. Negociamos de boa-fé e conseguimos chegar a um memorando de entendimento para pôr fim à guerra em todas as frentes”, afirmou o iraniano, acrescentando em seguida que os Estados Unidos, “desde os primeiros dias, se esquivaram do cumprimento de suas obrigações, alegando diversas desculpas”.
Assim, após afirmar que Teerã “cumpriu todos os seus compromissos para facilitar a passagem segura dos navios pelo Estreito de Ormuz”, o porta-voz criticou o fato de que, logo após a assinatura do referido memorando, os Estados Unidos lançaram “uma agressão militar em grande escala contra o Irã, utilizando como pretexto os incidentes contra a navegação mercante” naquela passagem estratégica que, neste momento, encontra-se em níveis mínimos históricos devido ao duplo bloqueio imposto pelas autoridades americanas e iranianas.
“Este memorando de entendimento não é um documento longo e complicado; trata-se de um breve memorando de entendimento com 14 cláusulas, e o mundo inteiro esperava que, pelo menos desta vez, os Estados Unidos cumprissem suas obrigações”, indicou ele, enfatizando que o texto é “inequívoco”, “não admite interpretações” e, portanto, “o que os Estados Unidos fizeram constitui uma violação clara e flagrante de diversas disposições deste acordo”, o que, segundo ele, representa uma “traição à diplomacia pela terceira vez”.
Questionado sobre os últimos acontecimentos ocorridos em Ormuz, sendo um exemplo disso a explosão, neste mesmo domingo, de uma mina ao passar um petroleiro que, segundo as autoridades iranianas, “se desviou da rota especificada pelo Irã”, Baqaei defendeu seus compatriotas como “guardiões da segurança” do estreito e do Golfo Pérsico “há muitos anos”.
“Garantimos a segurança dos barcos e navios que atravessam essa via navegável estratégica, apesar de estarmos sujeitos às sanções mais severas das últimas décadas”, defendeu ele, ressaltando que, em sua opinião, “os incidentes ocorridos no Estreito de Ormuz não foram provocados pelas ações do Irã”, mas sim “são consequência direta da agressão dos Estados Unidos e de Israel” contra o país.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático