Publicado 20/02/2026 13:48

O Irã afirma que terá um rascunho para negociar um acordo na próxima reunião com os EUA.

Archivo - Arquivo - 18 de agosto de 2024, Teerã, Irã: ABBAS ARAGHCHI, indicado pelo Irã para o Ministério das Relações Exteriores, discursa em uma sessão do parlamento durante a investigação das qualificações dos ministros propostos pelo presidente irania
Europa Press/Contacto/Icana News Agency - Arquivo

O ministro das Relações Exteriores iraniano garante que Washington não lhe pediu para encerrar seu programa de enriquecimento de urânio MADRID 20 fev. (EUROPA PRESS) -

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, estima que seu país terá pronto um rascunho mais ou menos concreto para negociar um acordo nuclear com os Estados Unidos quando se reunirem novamente, e voltou a estender a mão para uma solução pacífica em meio às ameaças do presidente norte-americano, Donald Trump, sobre um possível ataque militar contra seu país.

Em entrevista ao programa americano Morning Joe, Araqchi quis enfatizar que, neste momento, não há nenhum tipo de ultimato nas negociações, que Washington não pediu que Teerã suspendesse completamente seu programa nuclear e que o Irã não tem nenhuma intenção de perder tempo, pois está sob sanções internacionais e “quanto antes elas terminarem, melhor”.

“Da próxima vez que nos encontrarmos, começaremos a negociar o rascunho que estamos preparando e, com um pouco de sorte, o concluiremos”, explicou o ministro das Relações Exteriores iraniano ao programa apresentado por Joe Scarborough, no qual ele quis enfatizar especialmente que uma solução militar para as tensões não resolverá absolutamente nada, em referência ao possível ataque dos Estados Unidos.

“Isso é algo que demonstramos no ano passado, quando (os Estados Unidos e Israel) atacaram nossas instalações e assassinaram nossos cientistas”, afirmou. “E não funcionou porque a tecnologia nuclear é algo que estamos desenvolvendo nós mesmos”, acrescentou.

O ministro das Relações Exteriores quis transmitir uma imagem de normalidade nas negociações com os EUA, que estão ocorrendo por canais “normais para o que são conversas internacionais”, sem qualquer tipo de ultimato. “Os Estados Unidos querem um acordo rápido e nós também”, afirmou Araqchi. Assim, ele desmentiu “especulações” de que a possível suspensão total de seu programa de enriquecimento de urânio estivesse em discussão como exigência negocial de Washington. “Nem nós propusemos isso, nem a parte americana solicitou”, disse ele.

Teerã garantiu ter mantido “discussões bastante sérias” com a delegação americana enviada a Genebra, na Suíça, esta semana, e revelou um “acordo geral sobre uma série de princípios orientadores” para abordar um possível acordo sobre o programa nuclear iraniano.

Do lado dos Estados Unidos, o próprio Donald Trump alertou para a dificuldade de chegar a um acordo com o Irã e mantém a todo momento a ameaça de lançar um ataque contra a República Islâmica, indicando que existe a possibilidade de “ter que tomar medidas” caso não haja um acordo, para o que deu um prazo de “dez ou quinze dias”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contador

Contenido patrocinado