Europa Press/Contacto/Iranian Supreme Leader'S Off
MADRID 4 abr. (EUROPA PRESS) -
O Irã afirma ter rejeitado uma proposta de cessar-fogo de dois dias apresentada pelos Estados Unidos, em um contexto de incerteza diante das supostas negociações entre os dois países para pôr fim ao conflito desencadeado na sequência da ofensiva lançada contra a República Islâmica no final de fevereiro pelos Estados Unidos e por Israel.
“Os Estados Unidos propuseram um cessar-fogo de 48 horas por meio de um país amigo”, afirmou uma fonte anônima à agência de notícias iraniana Fars, acrescentando que a recusa da oferta por parte do Irã não chegou por escrito, mas sim com “a continuação de ataques intensos”.
Essa informação surge após a troca de informações contraditórias entre as autoridades de Teerã e Washington sobre a existência de negociações para pôr fim ao conflito iniciado no último dia 28 de fevereiro.
Enquanto o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira que as autoridades iranianas solicitaram um cessar-fogo, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, negou no dia seguinte a existência dessas negociações, ao mesmo tempo em que acusou os Estados Unidos de fazer “exigências irracionais”.
Até o momento, as autoridades iranianas estimam em 2.076 o número de mortos pela ofensiva lançada pelos Estados Unidos e Israel há mais de um mês, dos quais 216 são menores de idade. Por sua vez, a Meia Lua Vermelha iraniana informou que os bombardeios destruíram ou danificaram mais de 100.000 edifícios civis, quase 40.000 deles em Teerã, a capital. Além disso, cerca de 600 escolas e quase 300 centros de saúde foram atingidos nas quatro semanas de bombardeios.
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