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MADRID 23 abr. (EUROPA PRESS) -
As autoridades do Irã garantiram nesta quinta-feira ter recebido o primeiro pagamento das taxas cobradas pela passagem de navios pelo estreito de Ormuz, no âmbito das restrições impostas por Teerã como parte de suas contramedidas diante da ofensiva lançada de surpresa em 28 de fevereiro por Israel e pelos Estados Unidos contra o país asiático.
“O primeiro pagamento recebido pelas taxas no Estreito de Ormuz já foi depositado em uma conta no Banco Central”, afirmou o segundo vice-presidente do Parlamento do Irã, Hayi Babaei, segundo noticiou a agência de notícias iraniana Mehr.
O Irã limitou a navegação de navios por essa rota, um dos principais pontos de estrangulamento da economia mundial, em resposta à referida ofensiva, embora tenha garantido que as embarcações sem vínculos com os “inimigos” poderiam passar após efetuarem pagamentos e em coordenação com suas Forças Armadas.
As autoridades iranianas anunciaram em 17 de abril que estavam encerrando suas restrições ao tráfego na zona, após a confirmação, um dia antes, de um cessar-fogo temporário no Líbano, embora tenham garantido que as restrições seriam reimpostas depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, em resposta — após aplaudir a decisão de Teerã — que as forças americanas manteriam o bloqueio da rota.
O próprio Trump anunciou na terça-feira a prorrogação do cessar-fogo temporário alcançado em 8 de abril após um pedido do Paquistão, que está mediando o processo diplomático, embora tenha insistido que o bloqueio ao estreito de Ormuz continuará em vigor. O bloqueio e a recente abordagem e apreensão de navios iranianos na zona têm sido um dos motivos invocados por Teerã para não comparecer a Islamabad, uma vez que considera que essas ações constituem uma violação do cessar-fogo que impede o processo de diálogo.
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