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MADRID 20 abr. (EUROPA PRESS) -
O primeiro vice-presidente do Irã, Mohamed Reza Aref, destacou no final da tarde deste domingo que a “segurança” do Estreito de Ormuz “não é de graça”, ao mesmo tempo em que defendeu a aposta em um mercado petrolífero “livre”, sob pena de “todos terem que arcar com custos consideráveis”.
“A segurança do Estreito de Ormuz não é de graça”, enfatizou o líder iraniano em relação a essa passagem estratégica, sobre a qual Teerã anunciou neste fim de semana sua decisão de voltar a restringir o tráfego, após denunciar um descumprimento por parte dos Estados Unidos dos termos do cessar-fogo acordado em 8 de abril, ao manter o bloqueio perimetral da zona.
Em seguida, o primeiro vice-presidente considerou que “não se pode restringir as exportações de petróleo do Irã e, ao mesmo tempo, esperar que a segurança seja gratuita para os demais”, ao mesmo tempo em que advertiu que “a escolha é clara: ou um mercado petrolífero livre para todos, ou o risco de que todos tenham de arcar com custos consideráveis”.
Por fim, Reza Aref indicou que a estabilidade dos preços “depende de que se ponha fim, de forma garantida e duradoura”, à “pressão econômica e militar exercida contra o Irã e seus aliados”.
Suas palavras chegam ao final de um dia em que o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmail Baqaei, criticou o bloqueio “ilegal” imposto militarmente pelos Estados Unidos aos seus portos, qualificando-o de “punição coletiva” contra sua população e, portanto, defendeu, “um crime de guerra contra a humanidade”.
Assim, após anunciar neste sábado o fechamento total do estreito de Ormuz, as autoridades do país informaram que só reabrirão essa passagem quando Washington suspender o bloqueio. Tudo isso no contexto dos últimos dias do cessar-fogo de duas semanas que ambos acordaram e que expira na quarta-feira.
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