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MADRID 14 maio (EUROPA PRESS) -
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, advertiu na noite desta quarta-feira que “aqueles que se aliarem a Israel para semear a divisão terão de prestar contas”, em uma mensagem na qual afirma que Teerã já sabia “há algum tempo” da visita que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou ter feito aos Emirados Árabes Unidos (EAU) em meio à ofensiva lançada por Israel e pelos Estados Unidos contra o Irã este ano.
“A inimizade com o grande povo do Irã é uma aposta insensata. A conivência com Israel nesse sentido: imperdoável", afirmou o chefe da diplomacia iraniana em uma mensagem nas redes sociais na qual advertiu "aqueles que se aliam a Israel para semear a divisão" de que "terão de prestar contas".
Além disso, Araqchi afirmou que “Netanyahu revelou agora publicamente o que os serviços de segurança iranianos já haviam comunicado há algum tempo” a Teerã.
No entanto, enquanto Netanyahu se gabou de “um avanço histórico nas relações” entre Israel e os Emirados, chegando a mencionar um encontro com o presidente do país, Mohamed bin Zayeb, as autoridades dos Emirados se pronunciaram com um comunicado no qual “desmentem os rumores” sobre a visita de Netanyahu ao país e sobre “o recebimento de qualquer delegação militar israelense” nos Emirados, o principal alvo das retaliações regionais do Irã após o ataque lançado pelos Estados Unidos e Israel.
“Qualquer afirmação relativa a visitas ou acordos não anunciados carece de fundamento, a menos que tenha sido emitida pelas autoridades oficiais competentes dos Emirados Árabes Unidos”, assinalou o Ministério das Relações Exteriores, alegando que “suas relações com Israel (...) não se baseiam em segredo nem em acordos ocultos”.
O Ministério das Relações Exteriores, que ignorou o fato de ter sido o próprio governo israelense a fazer o anúncio, instou “a mídia a agir com rigor e a abster-se de divulgar informações não verificadas ou de utilizá-las para criar impressões políticas”.
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