Publicado 01/07/2026 08:29

O Irã afirma que os termos do acordo com os EUA “são absolutamente claros” e que Trump deve “controlar” Israel

BAGDÁ, 28 de junho de 2026  -- O ministro das Relações Exteriores do Irã, Seyed Abbas Araghchi, discursa durante uma coletiva de imprensa conjunta em Bagdá, no Iraque, em 28 de junho de 2026. O ministro das Relações Exteriores do Iraque, Fuad Hussein, se
Europa Press/Contacto/Khalil Dawood

MADRID 1 jul. (EUROPA PRESS) -

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, ressaltou nesta quarta-feira que os termos do acordo firmado com os Estados Unidos “são absolutamente claros” e incluem a situação no Líbano, onde ele afirma que o presidente norte-americano, Donald Trump, se comprometeu a “manter sob controle” seus aliados de Israel.

“Os termos do memorando de entendimento de Islamabad são absolutamente claros e públicos, para que todos possam vê-los. O presidente dos Estados Unidos se comprometeu a manter sob controle seus aliados em Tel Aviv”, afirmou o ministro das Relações Exteriores iraniano em uma mensagem nas redes sociais, num momento em que o Catar recebe delegações dos Estados Unidos e do Irã para contatos indiretos sobre a aplicação do memorando.

Dessa forma, Araqchi alertou que, se Israel “desobedecer ao seu líder”, Teerã responderá e “lhes dará uma lição”. “Qualquer ameaça contra nosso povo ou nossos líderes receberá uma resposta imediata e contundente”, advertiu.

Essa mensagem é uma resposta à ameaça feita pelo ministro da Defesa israelense, Israel Katz, quando, há alguns dias, afirmou que o líder supremo iraniano, Mojtaba Jamenei, estava “marcado como alvo para ser assassinado” e alertou que Israel poderia retomar a guerra contra o Irã “amanhã” se fosse necessário, reiterando que não deixará sem resposta qualquer ataque iraniano.

Teerã insiste que os compromissos estabelecidos no acordo preliminar que as duas partes alcançaram no último dia 18 de junho devem ser cumpridos para que haja avanços nas negociações, enquanto o governo Trump insiste em encontros entre Teerã e Washington em Doha.

De qualquer forma, a situação no Líbano é, neste momento, o ponto mais frágil do acordo, depois que Israel insistiu que não se retirará do sul do país nem cessará suas operações militares contra o partido-milícia xiita Hezbollah, enquanto Teerã insiste que o acordo firmado com Washington também afeta o Líbano e consagra o respeito à sua soberania, integridade territorial e independência.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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